A representante da GARE – Associação para a Promoção de uma Cultura de Segurança Rodoviária, Filomena Araújo, pediu, este domingo, para não se esqueçam dos familiares e amigos das vítimas dos acidentes rodoviários e que também devem ser consideradas vítimas.
Filomena Araújo, falava aos jornalistas, no início das celebrações nacionais do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada que se realizaram, este domingo, em Évora,
Para Filomena Araújo, “é importante perceber que a definição de vítimas, são aqueles que são diretamente afetados pelos desastres, quer sejam vítimas mortais, quer vítimas graves, mas também os seus familiares e amigos e também as pessoas envolvidas”, acrescentando que “aí é preciso fazer um trabalho longo, que não está feito, ou seja, em relação ao apoio psicossocial há muito a fazer”.
A responsável pede ainda rapidez na resolução dos processos decorrentes dos acidentes, referindo que “o apoio psicossocial e os processos em tribunal que muitas vezes se arrastam e que não resolvem as questões das indemnizações compensatórias, é importante que isto seja resolvido pela lei, portanto, os tribunais devem ter gabinetes de apoio às vítimas, mas os processos têm que ser céleres e tem que ser dado informação imediata dos direitos das vítimas, no caso, alargar a todas, tal como as outras vítimas de outros crimes, o crime rodoviário também é um crime e as vítimas são vítimas de crime e é ai que o Estado tem falhado!”.

















