O Cantar aos Reis voltou a cumprir a tradição na vila de Redondo, reunindo grupos de cante, associações locais e população num momento que assinala o início do ano cultural no concelho.
O presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, sublinhou aos jornalistas que esta celebração representa “honrar a nossa terra, honrar as nossas raízes e arrancar um novo ano para a cultura”.
“Redondo nunca esquece as suas raízes nem os seus valores”
Em declarações durante as comemorações do Dia de Reis, o autarca afirmou que Redondo vive estes momentos com um “orgulho imenso”, destacando que o concelho “nunca esquece as suas raízes nem os seus valores”.
Para David Galego, cantar os reis é, acima de tudo, “honrar os nossos antepassados” e recordar uma tradição ligada à partilha e à solidariedade, num tempo em que “o povo da nossa terra sempre viveu estes momentos de convívio”.
O presidente da autarquia frisou a ligação entre o Cantar aos Reis e o cante alentejano, referindo que Redondo possui “uma génese importante na cultura e na tradição”.
Nesse contexto, destacou a presença do Grupo de Cantadores do Redondo, com cerca de 50 anos de existência, considerando-o “um património de enorme qualidade” e “um dos grupos mais icónicos deste país”, no âmbito do cante alentejano, reconhecido como património imaterial da humanidade pela UNESCO.
Associações locais reforçam espírito de partilha e convívio
À iniciativa associaram-se também as Cantadeiras de Redondo, os escuteiros, o Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca e outras entidades locais. Segundo David Galego, estas participações demonstram que “as tradições se juntam neste dia, num dia de convívio e de confraternização”, reforçando o papel das coletividades no caminho de “reviver aquilo que é nosso”.
O autarca adiantou ainda que este momento marca o arranque de um ano preenchido de iniciativas culturais no concelho. “Vamos ter novamente o Cante Alentejano no Tascas, Castas e Cantigas, que é sempre esgotado, mas também as Palavras ao Vento, as festas de Agosto, as comemorações do 25 de Abril, o São Martinho e a preparação das Ruas Floridas de 2027”, enumerou.
David Galego enquadrou igualmente estas dinâmicas na preparação da Capital Europeia da Cultura 2027, sublinhando que Redondo é “parte integrante desse momento único do Alentejo”. Para o presidente da Câmara, trata-se de “olhar para o futuro, revivendo e honrando as nossas tradições, mas sempre a inovar e a pensar em novos públicos, na promoção do nosso território”.
“Momentos que aquecem o coração das redondezas”
Apesar do frio, o autarca considerou que estas celebrações são “momentos que aquecem o coração das redondezas”, destacando o envolvimento da população.
“O povo de Redondo é um povo que gosta de confraternizar, de estar à mesa, de trocar ideias e de ajudar”, afirmou, acrescentando que esta vivência comunitária reflete um espírito humanista que continua presente no concelho.
De seguida, fique com a reportagem fotográfica.




































