A Evertis Ibérica vai construir uma nova unidade industrial em Portalegre dedicada à produção de filme à base de PET para várias aplicações, incluindo embalagens alimentares e embalagens para o setor da saúde. O projeto representa um investimento de 39,5 milhões de euros e contará com apoios públicos de 11,8 milhões de euros, no âmbito do Regime Contratual de Investimento (RCI).
De acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a nova fábrica permitirá criar, em regime de cruzeiro, 154 postos de trabalho diretos. A unidade ficará orientada para a produção de filmes de PET com maior incorporação de material reciclado e de base biológica, respondendo às exigências da indústria de embalagens e às metas de transição ambiental.
Fonte oficial do Compete 2030 adiantou que o projeto foi apresentado ao Sistema de Incentivos à Competitividade Empresarial, ao abrigo do Regulamento Específico da Área Temática Inovação e Transição Digital (REITD). A candidatura foi considerada de interesse especial para a economia nacional, tendo em conta o seu impacto no desenvolvimento, diversificação e internacionalização da economia portuguesa.
A minuta do contrato foi aprovada a 16 de dezembro, na sequência da análise conduzida pela AICEP. O despacho que formaliza a concessão dos incentivos financeiros foi assinado pelo secretário de Estado da Economia, João Rui da Silva Gomes Ferreira, e publicado em Diário da República a 23 de dezembro.
Segundo o Compete, o incentivo acordado ascende a 11 848 558,50 euros, financiado exclusivamente por fundos nacionais, uma vez que a empresa não se enquadra na categoria de PME. O apoio define o montante máximo a conceder, bem como as condições e a forma da sua atribuição.
O investimento é promovido pela Everbio Unipessoal, sócia da Evertis Ibérica, integrada no Grupo IMG, um grupo industrial com origem em Santo Tirso e presença na indústria de polímeros desde 1959. A unidade de Portalegre tem um percurso industrial que remonta a 1996, quando foi concebida para a produção de fibras de poliéster, tendo sido posteriormente reconvertida para a produção contínua de polímeros PET, com uma capacidade anual de cerca de 70 mil toneladas.
A fábrica esteve com a atividade industrial suspensa a partir do final de 2010, até ser adquirida, em 2011, por uma sociedade participada pelos grupos Imatosgil e Banco Espírito Santo, após ter sido vendida à La Seda de Barcelona em 2006. O valor da recompra foi então fixado em 5,6 milhões de euros.
Atualmente, a Evertis atua na produção de filmes de barreira para embalagens alimentares e outras aplicações, integrando um grupo que inclui ainda a Selenis, dedicada aos copoliésteres especiais, a Renascis, focada na reciclagem de PET, e a Renewis, ligada à produção de energia e serviços de redução de carbono.


















