O Alentejo registou, em 2024, o melhor ano turístico de sempre, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados recentemente.
Segundo comunicado da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, que evoca os referidos dados, a fasquia das 3,2 milhões de dormidas foi ultrapassada.
Em declarações a’ODigital.pt, José Santos, presidente da entidade, sublinhou que este foi um ano «excelente para Portugal» e que a região foi «muito à boleia da dinâmica nacional».
Para estes dados, o presidente destacou que há dois «indicadores», como os proveitos, que registaram um crescimento de 12%, sendo um valor «acima da média nacional e «o melhor resultado das cinco regiões do continente».
«O Alentejo continua a conseguir vender os seus serviços turísticos a mais turistas e a um valor mais alto. É uma perceção do mercado, da qualidade que é a nossa oferta turística», acrescentou.
Para além disso, também o RevPAR (receita por quarto disponível) registou um crescimento de cerca de 7%, «atingindo quase os 50€».
Um «bom ano» que teve também um «crescimento da procura internacional» que se encontra «acima da procura nacional».
«O destino continua no seu processo de crescimento e afirmação como um grande destino turístico de Portugal», vincou ainda.
José Santos realçou que estes «resultados muito bons» são consequência do mercado norte-americano, «com um desempenho acima da média nacional».
Mas também «uma grande resiliência no mercado alemão e um excelente resultado no mercado holandês».
Contudo, o presidente frisou que há «algum trabalho a fazer no mercado espanhol», que é o «nosso mercado externo principal», já que «teve uma redução significativa e que tem de ser já este ano combatida».
Ainda assim, José Santos referiu que o crescimento de 2024 foi «menor» do que o de 2023: «É normal».
«Os números do crescimento estão a estabilizar, neste movimento total de estabilização pós-pandemia», adicionou, dizendo ainda que «isso é impossível de sustentar».
Porém, o presidente destacou que o mercado «continua a reagir favoravelmente àquilo que é o produto turístico do Alentejo» e que «é esse o esforço que temos de fazer, estruturando produto e criando mais conteúdos».
«O Alentejo é um destino muito heterogéneo e temos de trabalhar em muitas frentes», disse, atirando ainda que «olhamos para 2025 como um ano em que a região pode continuar a crescer».

















