A Igreja de Santiago, na vila medieval de Monsaraz, recebe entre 8 de junho e 4 de julho a exposição “Laranja e Azul”, da artista plástica Fátima Reis. A mostra pode ser visitada diariamente, entre as 9h30 e as 12h30 e das 14h às 17h30.
A exposição reúne 20 obras de gravura e desenho que exploram a relação entre cor, espaço, luz e arquitetura. Através de uma linguagem visual baseada em linhas, estruturas geométricas e variações cromáticas, a artista apresenta composições que procuram proporcionar uma experiência de contemplação e de perceção do espaço.
O diálogo entre o laranja e o azul
O título da mostra remete para duas cores centrais no trabalho desenvolvido por Fátima Reis. O laranja surge associado à luz, ao fogo e à transformação, enquanto o azul está ligado à profundidade, ao silêncio e à atmosfera. Entre ambas, o branco assume-se como elemento de revelação e luminosidade.
As obras estabelecem uma ligação direta com a arquitetura da Igreja de Santiago, onde a simplicidade das formas e a incidência da luz contribuem para a experiência expositiva e para a relação entre as peças e o espaço que as acolhe.
A gravura como espaço de experimentação
Fátima Reis explica que «o trabalho de gravura que desenvolvo tem permitido uma grande experimentação da cor. Tenho também interesse em usar o desenho como forma de expressão e base do processo de execução. As manchas de tinta deixadas pela gravura, em linhas gravadas da chapa para o papel e sobrepostas por outras que lhe são perpendiculares, fazem vibrações variadas e uso-as para criar múltiplas cores e cambiantes que vou ligando até criar painéis multicoloridos únicos».
Percurso artístico
Natural de Lisboa, Fátima Reis estudou desenho e pintura no Ar.Co., onde concluiu o Projeto Individual em 2017.
O seu percurso inclui participações em exposições e distinções nacionais e internacionais, entre as quais a Biennale de la Jeune Création Européenne 2019-2021, a XXI Bienal Internacional de Arte de Cerveira, o Prémio Arte Jovem Fundação Millennium BCP, em 2019, e o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, em 2020.
















