O Alentejo conta com 15 patrimónios finalistas nas Novas 7 Maravilhas de Portugal 2026, concurso nacional que regressa vinte anos após a primeira edição e que pretende distinguir alguns dos mais emblemáticos exemplos do património construído português.
A organização anunciou recentemente os 147 finalistas selecionados entre 629 candidaturas apresentadas de todo o país. Os candidatos escolhidos avançam agora para a fase de votação pública, que determinará os vencedores em sete categorias distintas.
Entre os finalistas encontram-se monumentos, equipamentos culturais, obras de engenharia e exemplos de arquitetura contemporânea distribuídos por vários concelhos alentejanos.
Castelos históricos representam o Alentejo
Na categoria de Castelos, o Alentejo apresenta três candidatos: o Castelo de Marvão, o Castelo de Monsaraz e a Fortaleza de Elvas.
Os três monumentos são referências do património militar português e assumem um papel central na história da defesa do território nacional, atraindo anualmente milhares de visitantes.
Sé de Évora e Catedral de Portalegre entre os candidatos na categoria Religião
O património religioso alentejano está representado pela Sé de Évora e pela Catedral de Portalegre.
Os dois monumentos integram o conjunto dos principais edifícios religiosos da região e constituem referências do património histórico e arquitetónico português.
Património romano e arqueológico na corrida
Na categoria História, o Alentejo apresenta dois candidatos de diferentes períodos históricos: o Templo Romano de Évora e as Ruínas de São Cucufate, localizadas no concelho da Vidigueira.
Enquanto o monumento eborense é um dos mais conhecidos vestígios da presença romana em Portugal, São Cucufate constitui um dos mais importantes complexos arqueológicos do período romano existentes no país.
Alqueva e Aqueduto da Amoreira entre as Grandes Obras
A categoria Grandes Obras conta com três representantes alentejanos: o Aqueduto da Amoreira, em Elvas, a Barragem de Alqueva e o Colégio de São Sebastião, em Portalegre.
A presença da Barragem de Alqueva destaca uma das maiores infraestruturas hidráulicas da Europa, enquanto o Aqueduto da Amoreira permanece como uma das principais obras de engenharia histórica do território nacional.
Arquitetura contemporânea também marca presença
Na categoria Século XX surge o Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor.
Já na categoria Século XXI, o Alentejo apresenta três candidatos: a Herdade do Freixo, em Redondo, a Igreja de Santo António, em Portalegre, e a Tiago Cabaço Winery, em Estremoz.
Os três projetos representam abordagens contemporâneas à arquitetura e ao desenvolvimento de espaços culturais, religiosos e ligados ao enoturismo.
Museu da Tapeçaria representa a região na categoria Turismo
O Museu da Tapeçaria Guy Fino, em Portalegre, é o candidato alentejano na categoria Turismo.
O espaço preserva e divulga a tradição das tapeçarias de Portalegre, reconhecidas pela sua técnica própria e pela ligação à produção artística nacional e internacional.
Portalegre lidera número de finalistas
Entre os concelhos alentejanos representados, Portalegre destaca-se com quatro candidatos: a Catedral de Portalegre, o Colégio de São Sebastião, a Igreja de Santo António e o Museu da Tapeçaria Guy Fino.
Seguem-se Elvas, com a Fortaleza de Elvas e o Aqueduto da Amoreira, e Évora, representada pela Sé e pelo Templo Romano.
A votação pública já se encontra em curso e os vencedores serão conhecidos após as várias fases eliminatórias previstas pela organização das Novas 7 Maravilhas de Portugal 2026.















