O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, 29 de janeiro, um Decreto-Lei que conclui o processo de designação da Zona Especial de Conservação (ZEC) do Guadiana, assegurando a proteção dos habitats naturais e das espécies de flora e fauna selvagens presentes neste território.
A decisão enquadra-se na rede europeia Natura 2000 e visa reforçar a gestão e conservação de uma área com elevado valor ecológico, abrangendo os concelhos de Beja, Serpa, Castro Verde, Almodôvar e Mértola ainda alguns do Algarve, ao longo do vale inferior do rio Guadiana.
De acordo com o plano de gestão da ZEC, o território inclui ecossistemas como montados de azinheira, matos mediterrânicos, galerias ribeirinhas de salgueiros e choupos, bem como zonas húmidas e cursos de água intermitentes, considerados essenciais para a biodiversidade.
Entre as espécies com presença significativa destacam-se o lince-ibérico, a lontra, o cágado-de-carapaça-estriada e várias espécies piscícolas autóctones, como o saramugo, além de peixes migradores como o sável e a lampreia-marinha.
A zona é também relevante para a conservação de espécies aquáticas como o mexilhão-do-rio, associadas ao equilíbrio ecológico das ribeiras e afluentes do Guadiana.
Segundo o enquadramento definido, a formalização da ZEC permite avançar com medidas de conservação e monitorização mais estruturadas, assegurando a manutenção e recuperação destes habitats e espécies prioritárias.

















