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GESAMB revela que houve menos lixo em aterro em 2024, mas cada habitante produziu 544kg

A GESAMB, empresa responsável pela gestão e exploração do Sistema Intermunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Urbanos do Distrito de Évora (SIRU), revelou a’ODigital.pt o balanço de 2024 na região.

Segundo a empresa, houve um aumento de 4,6% da quantidade de resíduos urbanos recebidos na estação de tratamento de resíduos, tendo fixado que cada habitante, em média, terá produzido 544kg de lixo.

Números estes que surgem na sequência dos aumentos na quantidade de resíduos urbanos indiferenciados recebidos (3%) e também na quantidade de recolha multimaterial (3,4%).

A empresa vincou que, nesta última modalidade de recolha, as embalagens de vidro tiveram um aumento de 1,6%, as embalagens de plástico um aumento de 3,7% e um aumento de 4,6% no papel/cartão. Neste ponto, cada habitante terá produzido 50kg, em média.

Em relação à recola de biorresíduos, a GESAMB destacou que houve um acréscimo de 12%, face ao ano de 2023.

Para além disso, revelou que se verificou «a deposição em aterro mais baixa dos últimos nove anos», com 42.587 toneladas, menos 8% relativamente ao total registado no ano anterior.

Os dados sublinham ainda que a meta de preparação para reutilização e reciclagem, definida no Plano de Ação (PAPERSU) da Gesamb, foi superada em 2%, ficando nos 53% e que é «o melhor resultado de sempre».

Gilda Matos, técnica ambiental da empresa, em declarações ao nosso jornal, afirmou que «conseguimos cumprir a meta deste ano», mas que «não podemos relaxar e temos de correr atrás».

«A meta este ano já é superior à do ano passado, mas o objetivo é que, daqui a cinco anos, termos três vezes mais material. É um bocadinho ambicioso, mas vamos trabalhar nesse sentido», acrescentou.

Comentando os dados revelados, a técnica ambiental sublinhou que «há vários fatores que fomos tendo em conta», sendo um deles o «aumento da separação, apesar de termos aumentado a produção de resíduos indiferenciados».

«A recolha seletiva teve esse aumento, que não estava a acontecer. Não existia e, felizmente, nestes últimos dois anos, começou a ter aqui alguma expressão», referiu.

Para além disso, Gilda Matos destacou a diminuição da deposição em aterro, que este dado tem a ver com a «eficiência de tal ordem» da empresa e da Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico.

Este é «um dos sinais mais positivos para nós», pois passados nove anos (desde que a unidade entrou em funcionamento», «conseguimos perceber a melhor forma de operacionalizá-la».

«A partir do momento em que começou a laborar com a intensidade que seria a desejável, começaram a aparecer problemas, até ao nível da conceção, que tivemos de corrigir, mas consideramos agora que estamos num caminho», frisou.

Ainda assim, a técnica ambiental realçou que a unidade também está a «processar os resíduos das embalagens», o que se apresenta como uma «dificuldade»: «Há um dia da semana que paramos o indiferenciado».

Gilda Matos revelou ainda que os municípios de Arraiolos, Mourão e Estremoz se destacaram «pela positiva», no sentido de «terem maiores quantidades de capitação produzidas nos ecopontos e menores no indiferenciado».

Já os piores foram os de Reguengos de Monsaraz e Montemor-o-Novo, que «apesar de não terem uma capitação inferior nos ecopontos, têm capitações superiores no lixo indiferenciado».

A técnica sublinhou ainda que a concelho reguenguense é o «único município que ultrapassa os 500 quilos de produção per capita», estando com 568kg por habitante de lixo indiferenciado: «É uma preocupação».

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