A Câmara Municipal de Mora pediu uma intervenção urgente da Infraestruturas de Portugal (IP) no troço da Estrada Nacional 2 (EN2) entre Mora e Brotas, alertando para o agravamento do estado do piso e para os problemas de circulação sentidos por quem utiliza diariamente aquela via.
O alerta foi lançado pela autarquia através de um comunicado divulgado na passada semana, no qual o município manifesta preocupação com a degradação da estrada e defende a necessidade de uma atuação rápida por parte da entidade responsável pela gestão da rede rodoviária nacional.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, o presidente da Câmara Municipal de Mora, Luís Simão, explicou que o problema não é recente e que se tem vindo a agravar ao longo dos últimos anos.
“O piso cada vez está mais degradado”, afirmou.
Segundo o autarca, a estrada apresenta vários buracos e deformações provocadas pelas raízes dos pinheiros existentes nas bermas, situação que acaba por afetar as condições de circulação naquele troço da EN2.
“Há alguns buracos. As árvores, que são pinheiros que estão na berma da estrada, vão levantando aqui e ali o betuminoso”, referiu.
“Todos os invernos a coisa se agrava”
Luís Simão explica que a Infraestruturas de Portugal tem realizado algumas intervenções pontuais ao longo dos anos, sobretudo nas zonas mais degradadas, mas considera que essas ações acabam por não resolver o problema de forma definitiva.
“A Infraestruturas de Portugal vai tapando alguns buracos que vão surgindo aqui e ali. Já fizeram algumas intervenções nos altos produzidos pelas raízes dos pinheiros, mas isto não resolve”, disse.
O presidente da Câmara considera mesmo que o estado da estrada se agravou após o inverno deste ano, marcado pela chuva e pela humidade.
“Todos os invernos a coisa se agrava e, quando começam a abrir buracos, os buracos vão alargando quase todos os dias”, afirmou.
O autarca admite preocupação com as condições de segurança na via, sobretudo tendo em conta o elevado número de pessoas que utilizam diariamente aquele troço, quer residentes, quer visitantes que percorrem a EN2.
“As pessoas que fazem o troço têm de ir com cuidado para não rebentarem um pneu ou para não terem algum acidente”, alertou.
Apesar disso, Luís Simão garante não possuir dados que permitam concluir que exista um aumento do número de acidentes associado ao estado da estrada.
“Não tenho dados que me permitam dizer que estão a aumentar”, explicou.
Habitantes de Brotas têm alertado a autarquia
Segundo o presidente da Câmara de Mora, os habitantes de Brotas estão entre os utilizadores que mais têm manifestado preocupação junto do município devido ao estado da EN2.
“As pessoas que fazem o caminho todos os dias vão falando connosco e colocando as suas preocupações”, referiu.
Luís Simão lembra, no entanto, que a Câmara Municipal não possui competência legal para realizar qualquer intervenção direta naquela estrada nacional, estando a responsabilidade entregue à Infraestruturas de Portugal.
“A única coisa que podemos fazer é alertar para o problema e esperar que ele seja resolvido”, afirmou.
O autarca admite não acreditar, para já, numa requalificação “profunda” da estrada, mas considera fundamental que exista pelo menos uma intervenção capaz de resolver os problemas mais urgentes e evitar o agravamento das condições de circulação.
“Importante para nós é que a Infraestruturas de Portugal tenha o problema em cima da mesa”, disse.
Até ao momento, a Infraestruturas de Portugal ainda não respondeu ao pedido de intervenção feito pela Câmara Municipal de Mora relativamente ao troço da EN2 entre Mora e Brotas.
















