Mora, no distrito de Évora, registou 40,3 graus Celsius no dia 27 de maio, estabelecendo um novo extremo absoluto de temperatura máxima para o mês de maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O valor foi registado no âmbito da onda de calor que afeta Portugal continental desde 20 de maio e coloca Mora entre as estações meteorológicas com temperaturas mais elevadas do país neste episódio. O anterior máximo absoluto para o mês de maio em Portugal era de 40 graus Celsius.
De acordo com o IPMA, Mora e Alvega ultrapassaram esse anterior extremo absoluto nacional, registado em Pinhão, a 30 de maio de 1953, e em Termas de Monfortinho, nos dias 30 e 31 de maio de 2001.
A atual onda de calor mantém o Alentejo entre as regiões mais afetadas do país. O IPMA refere que o fenómeno está concentrado sobretudo no Alentejo e no Vale do Tejo, embora as temperaturas elevadas estejam a abranger praticamente todo o território continental.
Onda de calor poderá prolongar-se até junho
Segundo o instituto, até às 10 horas UTC desta quinta-feira, 16 estações meteorológicas automáticas encontravam-se em situação de onda de calor. Este episódio já é considerado o oitavo mais longo registado em Portugal continental, com uma média de 7,9 dias.
Durante este período foram registados 22 novos máximos da temperatura máxima do ar e quatro novos máximos da temperatura mínima.
O IPMA prevê elevada probabilidade de a onda de calor se prolongar até aos primeiros dias de junho, admitindo que este episódio possa tornar-se «na mais extensa, em termos temporais e de maior magnitude no mês de maio».
Além de Mora, o quadro de extremos divulgado pelo instituto inclui novos máximos históricos para maio em outras localidades do Alentejo, como Reguengos de Monsaraz e Évora.















