As cotações médias nacionais dos porcos das classes E e S voltaram a descer na semana de 20 a 26 de outubro de 2025, de acordo com o Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA) do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP).
Em relação à semana anterior, verificou-se uma redução de 4 cêntimos por quilograma, prolongando uma tendência de descida que já dura há 14 semanas consecutivas. No Alentejo, as cotações dos porcos classe E e S caíram 6 cêntimos por quilograma, enquanto nas regiões do Entre Douro e Minho, Beira Litoral, Beira Interior e Ribatejo e Oeste a descida foi de 4 cêntimos.
Leitões com evolução distinta
No caso dos leitões, a cotação média nacional dos animais com menos de 12 quilogramas desceu 5 cêntimos por quilograma, enquanto os leitões entre 19 e 25 quilogramas mantiveram estabilidade nos preços. As maiores quedas verificaram-se na Beira Litoral, com menos 16 cêntimos por quilograma, e no Ribatejo e Oeste, com uma descida de 58 cêntimos na cotação mínima.
As porcas de refugo registaram igualmente uma redução de preços, com destaque para a Beira Litoral, onde a cotação desceu 8 cêntimos por quilograma.
Contexto europeu e nacional
A nível europeu, Portugal registou em meados de outubro um preço médio de 192,13 euros por 100 quilogramas de peso carcaça na classe E e de 193,12 euros na classe S, valores inferiores aos da semana anteriorsuinos_News43. No conjunto da União Europeia, a média situou-se nos 175,49 euros para a classe E e 181,06 euros para a classe S.
Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam ainda que entre janeiro e agosto de 2025 foram aprovados para consumo 3,53 milhões de suínos, um acréscimo de 3,4 % em número de cabeças e 5,3 % em tonelagem face a igual período de 2024.
Comércio internacional com saldo negativo
Entre janeiro e agosto, o comércio internacional de suínos registou um saldo negativo de 271,6 milhões de euros, agravando o défice em 5,1 % face a 2024suinos_News43. As exportações totalizaram 117,9 milhões de euros, enquanto as importações atingiram 389,6 milhões.
As vendas externas de carne fresca e refrigerada cresceram 5,3 %, mas as de carne congelada diminuíram 7,8 %. As importações de suínos vivos com menos de 50 quilogramas recuaram 3,7 %.















