O mercado nacional de bovinos iniciou o ano de 2026 sem alterações nas cotações, segundo a informação divulgada pelo Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), referente ao período de 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026.
A tendência abrange todas as regiões do Continente, incluindo o Alentejo, uma das principais zonas de produção pecuária do país.
De acordo com os dados publicados, as cotações médias semanais para novilhos e novilhas, nas diferentes tipologias analisadas, mantiveram-se inalteradas face à semana anterior. O mesmo cenário verifica-se nos preços médios de abate à entrada no matadouro, isentos de IVA, situação que reflete um arranque de ano marcado pela estabilidade do mercado.
Alentejo mantém valores alinhados com a média nacional
No Alentejo, os preços praticados seguem a tendência nacional, mantendo-se próximos da média do Continente nas várias categorias de bovinos adultos e vitelos. A região continua a assumir um peso relevante no setor, tanto ao nível da produção como do volume de animais abatidos, integrando a base de cálculo dos preços médios nacionais divulgados pelo SIMA.
Os dados regionais indicam que os preços à produção no Alentejo permanecem estáveis, numa altura em que os produtores acompanham com expectativa a evolução do mercado nos primeiros meses do ano, tradicionalmente influenciados pelos custos de produção e pela procura interna.
Abates e comércio mantêm tendência de retração em 2025
O relatório revela ainda que, no acumulado de janeiro a outubro de 2025, o número total de abates de bovinos aprovados para consumo registou uma redução face ao período homólogo, tendência que também se reflete na diminuição do número de novilhos, novilhas e vacas abatidas a nível nacional.
Apesar disso, os preços médios no produtor e no consumidor apresentam variações positivas em termos homólogos, tanto em Portugal como no espaço europeu, segundo os indicadores do Instituto Nacional de Estatística e da Comissão Europeia incluídos no relatório.
A evolução do mercado nas próximas semanas será acompanhada de perto pelos produtores do Alentejo, numa região onde a bovinicultura continua a ter um papel central na economia agrícola e no tecido rural.















