A Águas Públicas do Alentejo (AgdA) relançou o concurso público para a construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e sistema intercetor em Santiago do Escoural, no concelho de Montemor-o-Novo, com um valor-base atualizado de cerca de 3,2 milhões de euros.
Em comunicado, a empresa indica que o novo procedimento substitui o anterior concurso, publicado em janeiro de 2024, que previa um investimento de cerca de 2,3 milhões de euros. O novo valor reflete a revisão das condições da empreitada.
Projeto mantém características técnicas
A intervenção prevê a conceção e construção da ETAR e a execução do sistema intercetor naquela localidade do distrito de Évora, mantendo-se o prazo de execução do contrato em 730 dias.
Segundo a AgdA, o investimento visa “melhorar as infraestruturas de tratamento de águas residuais de Santiago do Escoural, contribuindo para a preservação do meio ambiente, uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e a qualidade de vida das populações”.
A ETAR está dimensionada para servir 1.450 habitantes e será constituída por uma decantação primária em tanque Imhoff e um sistema de tratamento biológico por lagoas de macrófitas.
Sistema intercetor inclui solução elevatória
No que respeita ao sistema intercetor, a solução definida tem em conta as características do terreno, prevendo a construção de um sistema elevatório inicial e a implementação de uma rede de drenagem gravítica até ao limite do terreno da futura ETAR.
Os interessados devem consultar o procedimento em Diário da República e apresentar propostas dentro do prazo estipulado no concurso.
Município destaca importância da obra
A Câmara de Montemor-o-Novo já tinha manifestado, aquando do primeiro concurso, a relevância da empreitada, considerando-a uma intervenção há muito aguardada pela população de Santiago do Escoural.
O município classificou o projeto como um investimento de dimensão relevante para a freguesia e para o concelho.
Parceria regional no setor da água
A Águas Públicas do Alentejo resulta de uma parceria entre o Estado e os municípios para a gestão integrada do ciclo urbano da água, incluindo o abastecimento público e o saneamento de águas residuais.
A empresa gere o Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo (SPPIAA), criado em 2009.















