Depois de anunciado um projeto de hidrogénio verde, com um investimento de 13,5M€, João Grilo, presidente a Câmara Municipal do Alandroal, revelou a’ODigital, que o concelho vai também receber equipamentos, “como beneficiário de investimentos associados à mobilidade” no valor de 800 mil euros, sendo que uma “grande parte” é financiada por fundos europeus.
“Vamos receber uma estação de abastecimento, vamos ter um autocarro municipal movido a hidrogénio e vamos ter um veículo de recolha de resíduos sólidos urbanos, também movido a hidrogénio”, realçou o autarca, referindo ainda que, para além da causa ambiental, é também importante “conseguir desenvolvimento económico, atrair empresas e atrair conhecimento”, como consequência deste projeto.
“Temos um grande orgulho de sermos o primeiro município do Alentejo a contribuir ativamente para esta estratégia e esperamos que o projeto em si já desta deste trabalho”, sublinhou João Grilo, dizendo que a estratégia pode ser “potenciadora de atração de investimento, de criação de postos de trabalho e de geração de receitas para o município”
Está também “em apreciação” uma fábrica de hidrogénio, contudo “os investidores estão a adaptar o projeto às exigências ambientais e às exigências dos regulamentos internos da autarquia”: “Queremos que o Município contribua também, desde o primeiro momento, para essa estratégia”.
“Nós estamos a trabalhar com eles nesse sentido e estamos a tentar encontrar enquadramento e soluções para que o projeto venha a ser uma realidade. Como tendo baixos impactos e contribuindo para o desenvolvimento do concelho”, acrescentou.
Ainda no concelho, o presidente atirou que “queremos estar sempre na linha da frente da transformação energética e da sustentabilidade” e que pretende “ter no Alandroal exemplos de como construir um futuro verde”, afirmando mesmo que “queremos crescer da forma certa”.
O projeto H2tALENT, coordenado pela Universidade de Évora, tem um prazo de execução de cinco anos, mas o edil refere que “só podemos consumir hidrogénio quando ele começar a ser produzido”. No entanto, “acreditamos que a meio deste curto período, provavelmente já estaremos em condições de investir nas viaturas e a começar a operar”.















