O Alentejo foi a região do país que registou o maior crescimento das dormidas em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no relatório de atividade turística.
De acordo com o documento, a região apresentou um aumento de 4,2% no número de dormidas, superando o Norte (+3,4%) e contrastando com quebras registadas noutras regiões, como os Açores (-3,4%) e o Centro (-1,9%).
Alentejo cresce acima da média nacional
O crescimento verificado no Alentejo ocorreu num contexto de aumento global da atividade turística, ainda que a um ritmo moderado. Em fevereiro, o setor registou 4,2 milhões de dormidas, o que representa uma subida de 1,3% face ao mesmo mês do ano anterior.
Na região alentejana, tanto o mercado interno como o externo contribuíram para a evolução positiva. As dormidas de residentes aumentaram 3,8%, enquanto as de não residentes cresceram 5,2%, sendo este o maior aumento entre as regiões neste segmento.
Estada média aumenta no Alentejo
Outro indicador com evolução positiva foi a estada média, que no Alentejo subiu 6,6%, fixando-se em 1,87 noites. Este foi o maior crescimento entre as várias regiões do país.
A nível nacional, a estada média atingiu 2,37 noites, registando um aumento de 0,6%.
Receitas turísticas também em alta
Os proveitos do setor acompanharam a tendência de crescimento. No conjunto do país, os proveitos totais atingiram 299,4 milhões de euros (+4,3%) e os proveitos de aposento 216,7 milhões de euros (+4,0%).
No Alentejo, os aumentos foram superiores à média nacional, com os proveitos totais a crescerem 6,4% e os de aposento 8,7%.
Taxa de ocupação mantém-se abaixo da média
Apesar do crescimento, o Alentejo continua entre as regiões com menor taxa de ocupação. Em fevereiro, a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 22,7%, um dos valores mais baixos a nível nacional.
Ainda assim, os indicadores de desempenho por quarto evidenciam evolução positiva. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) registou um dos maiores crescimentos do país, com uma subida de 6,9%.
Crescimento condicionado por fatores externos
O INE refere que os resultados de fevereiro poderão ter sido influenciados por fatores como o calendário móvel do Carnaval e as condições meteorológicas adversas registadas no início do ano.
No conjunto do país, os municípios afetados por fenómenos meteorológicos registaram uma diminuição das dormidas de 1,8%, contrariando a tendência de crescimento observada nos restantes territórios.















