Foi inaugurado, esta quarta-feira, no Parque Ambiental do Montinho, em Beja, o requalificado e ampliado Canil e Gatil Intermunicipal ‘CAGIA’.
Este equipamento resulta de um investimento de 350 mil euros, que triplica a capacidade do Canil e Gatil Intermunicipal ‘CAGIA’ e que responde às necessidades de recolha e encaminhamento dos animais domésticos de companhia abandonados, nos municípios de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Moura, Mourão, Ourique, Reguengos de Monsaraz, Serpa e Vidigueira, integrando a Resialentejo, empresa intermunicipal do Baixo Alentejo, que é responsável por dar um destino final aos resíduos indiferenciados (resíduos que não são separados), provenientes da recolha municipal.
A obra realizada dota o canil e o gatil, que até agora acolhiam cerca de 60 cães e 60 gatos, de uma capacidade para 200 cães e 120 gatos, que poderão ascender a 180, no próximo ano.
A requalificação permitiu, ainda, construir um segundo gatil, 40 novas boxes para cães, uma nova zona de recreio, duas áreas de armazenamento e lavandaria, um espaço de quarentena e um parque para treinos de perícia e obediência, orientados para a diminuição do stress e a melhoria do comportamento dos animais.
A zona de quarentena está equipada com seis lugares para o isolamento de cães e conta com uma área para o isolamento de gatos. Através destes espaços diferenciados, será possível dar cumprimento ao plano sanitário e isolar animais que inspirem maiores cuidados.
Nestas novas instalações, estão integrados quatro tratadores de animais, uma auxiliar de veterinária, um treinador e 12 médicos veterinários municipais que, de forma rotativa, asseguram a direção técnica do CAGIA.
Presentes na cerimónia de inauguração estiveram o presidente do Conselho de Administração da RESIALENTEJO, Marcelo Guerreiro, o secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, a diretora regional do ICNF, Olga Martins, o diretor-geral da RESIALENTEJO, Pinto Rodrigues, entre outras entidades.
O presidente do Conselho de Administração da RESIALENTEJO, Marcelo Guerreiro, começou por dizer que “nesta empresa procuramos responder aos desafios das nossas comunidades, da região e do país”, bem como “aos desafios do bem-estar animal, respondendo às necessidades de acolhimento de cães de gatos abandonados ou a necessitar de cuidados especiais no quadro da legislação em vigor.”
Para o também autarca de Ourique, “o bem-estar animal é uma preocupação de sempre de uma região rural como a nossa”, acrescentando que “a nossa atenção com o bem-estar animal, não é nenhuma nova tendência como acontecerá nos territórios urbanos e em algumas tendências pseudo-modernas e mediáticas.”
“No Baixo Alentejo, sabemos bem o que é compromisso entre o ser humano e a natureza, porque isso é parte da nossa identidade rural”, disse Marcelo Guerreiro, que frisou que “não precisamos nem de lições nem de exercícios de proibição de tradições e dinâmicas das nossas comunidades rurais.”
O presidente da RESIALENTEJO, concluiu referindo que “a obra que inaugurámos vai reforçar a capacidade de responder aos desafios do acolhimento de cães e gatos abandonados, mas será sempre insuficiente se não existir uma maior consciência cívica”, pois, “ter um animal doméstico tem de ser um compromisso assumido com responsabilidade, sem intermitências ou irresponsabilidades”.
Já o secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, disse que “a política dos animais de companhia, é uma politica onde Portugal se atrasou substancialmente em relação ao resto da Europa e nos últimos anos evoluímos bastante, com a passagem dos animais de companhia para o ICNF houve realmente um novo impulso e houve uma vontade de fazer diferente”.
Para o Governante, “quando vimos um animal abandonado a culpa é das pessoas e da sociedade e o autarca apenas tem a responsabilidade de resolver mais esse problema”.
João Paulo Catarino referiu ainda que “o Governo tem vindo a investir significativamente nesta matéria de bem-estar animal” revelando que “atualmente temos registado quase 3 milhões de animais de companhia”.
Concluiu dizendo que “há várias questões que precisamos de acelerar, uma delas é a questão da esterilização, pois, enquanto não tivermos uma campanha de esterilização séria e capaz, os centros de recolha não vão chegar e temos que acelerar a campanha de esterilização e por isso é que no Orçamento de 2023 temos 13,2M€ só para a rubrica dos animais de companhia.”
Fique de seguida com as imagens da inauguração deste equipamento, numa reportagem de Hugo Calado:




























































































