O Bloco de Rega de Reguengos de Monsaraz vai «finalmente» avançar, depois de lançado o concurso público lançado em Diário da República, pela Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA).
Um investimento de cerca de 30 milhões de euros, financiado pelo PRR, após uma reprogramação prometida pelo Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, em visita ao concelho em agosto.
Esta infraestrutura prevê-se que vá abranger cerca de 4760 hectares de território (maioria vinhas) e terá os seus capítulos finais a partir de agora.
Em declarações a’ODigital, Marta Prates, presidente da Câmara Municipal reguenguense, felicitou a ação da empresa para com os agricultores do concelho «principalmente».
«Sempre lutaram para que os decisores e os políticos percebessem que a água é fundamental para as suas culturas, que a água é fundamental para continuarmos a ter um concelho próspero e para continuarmos até a existir como concelho», destacou.
A autarca frisou que «finalmente acontece alguma coisa que é palpável, que nós podemos ver e que nos dá a esperança de acreditar que realmente vai acontecer».
Cronologicamente, a presidente sublinhou que em 2021, quando tomou posse do município, esta questão «já andava nas bocas do mundo e nunca se conseguiu concretizar absolutamente nada».
Relembrou também que em março deste ano chegou a «pior das notícias», a «malfadada portaria» que deixava este bloco de rega fora do financiamento.
«Apanhámos um balde de água fria enorme. Ficámos tristíssimos e pensámos que já não ia acontecer mesmo nada», acrescentou. Contudo, «felizmente a vontade política mudou e alguém olhou para Reguengos de Monsaraz».
O Governo terá percebido que «precisamos de água» para as culturas reguenguenses e para a agricultura «que é o principal motor de desenvolvimento da nossa terra».
Assim, Marta Prates confessou-se esperançosa na concretização de um projeto que tardava em “sair do papel” e que deixará «uma via aberta para acreditarmos que efetivamente a obra vai ser uma realidade rapidamente».
Para a autarca, este é o «ponto de viragem da agricultura em Reguengos de Monsaraz», mas é também «um sinal de que finalmente temos um Governo que olha para nós, para o interior e para a Coesão Territorial como algo que não é só bonito de dizer, mas que tem de acontecer».
Face à reprogramação do PRR, a edil deixou claro que, mesmo não acontecendo desta forma, «haverá o Orçamento Geral do Estado»: «A obra vai fazer-se».
Esta é uma obra que está incluída no Circuito Hidráulico de Reguengos de Monsaraz, dizendo respeito a uma segunda fase do projeto geral.
Na sua globalidade, beneficiará cerca de 10 273 hectares nos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Portel, Évora e Viana do Alentejo.















