O distrito de Beja concentrou a maioria dos crimes e detenções registados no Alentejo no âmbito da operação “Artémis 2025/2026”, levada a cabo pela Guarda Nacional Republicana (GNR), segundo dados relativos aos distritos de Beja, Évora e Portalegre.
No total, foram realizadas 2 035 fiscalizações à atividade cinegética na região, das quais resultaram 109 contraordenações, 16 crimes e sete detenções.
Beja lidera em crimes e detenções
Entre os três distritos, Beja apresenta os números mais elevados em praticamente todos os indicadores. Foram registadas 895 fiscalizações, que originaram 53 contraordenações, nove crimes e seis detenções.
De acordo com os dados, este distrito concentra mais de metade dos crimes identificados no Alentejo e a quase totalidade das detenções efetuadas durante a operação.
Évora com valores intermédios
No distrito de Évora, a GNR realizou 449 ações de fiscalização. Estas operações resultaram em 49 contraordenações, cinco crimes e uma detenção.
Os números colocam Évora numa posição intermédia na região, com valores próximos de Beja ao nível das infrações administrativas, mas com menor expressão em termos criminais.
Portalegre com menor incidência
Já o distrito de Portalegre registou 691 fiscalizações, mas apresenta menor incidência de infrações. Foram contabilizadas sete contraordenações e dois crimes, sem registo de detenções.
Apesar do número de ações de controlo, os dados indicam uma menor expressão de irregularidades neste território.
Fiscalização em zonas de caça
As ações incidiram em diferentes tipologias de zonas de caça, incluindo zonas associativas, municipais e turísticas, bem como terrenos não ordenados e situações de transporte.
A operação “Artémis 2025/2026”, conduzida pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), teve como objetivo prevenir e detetar irregularidades associadas à atividade cinegética, garantindo o cumprimento das normas de conservação da fauna e a gestão sustentável dos recursos.















