A Câmara de Alvito, no distrito de Beja, conta este ano com um orçamento na ordem dos 13,86 milhões de euros, aproximadamente um milhão superior ao de 2025, revelou hoje o presidente do município.
Em declarações à agência Lusa, o autarca de Alvito, José Efigénio (PS), realçou que o orçamento municipal deste ano representa uma “continuidade e ambição”, estando focado na “qualificação do território, melhoria das infraestruturas e reforço das respostas nas áreas sociais”.
No ano transato o orçamento municipal tinha sido de 12,81 ME, pelo que, este ano, há uma subida ligeiramente acima de um milhão de euros.
Este reforço, disse o autarca, está “associado ao reforço da componente de investimento e ao enquadramento de projetos e candidaturas/financiamentos, bem como à previsão de recurso a empréstimo para suporte à execução do plano de investimentos”.
As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 da Câmara de Alvito foram aprovados, por unanimidade, em reunião de câmara, com votos a favor dos quatro eleitos do PS e do único vereador do Movimento Independente do Concelho de Alvito (MICA).
Na assembleia municipal, os documentos previsionais foram igualmente aprovados por maioria, com 15 votos a favor – de 10 eleitos do PS, quatro do MICA e um do Chega – e duas abstenções da CDU.
Segundo o autarca socialista, que está a cumprir o segundo mandato, o orçamento destina 6.744.768 euros para despesas correntes e 6.761.467 euros para despesa de capital.
Quanto aos projetos previstos para este ano, José Efigénio destacou a reabilitação do interior da igreja matriz (501 mil euros) e as requalificações da Gruta do Rossio e zona envolvente (290 mil euros) e do Centro de Saúde de Vila Nova da Baronia (199 mil euros).
A remodelação das redes de infraestruturas e pavimentação da vila, a requalificação do Largo Francisco Manuel Fialho e a reabilitação dos edifícios de apoio à Cultura e Artes, ambos em Vila Nova da Baronia, são outras das apostas.
De acordo com o presidente do município, o orçamento deste ano suportará também o contrato interadministrativo e os projetos “Radar Social” e “Territórios Inteligentes”.
No que toca a taxas e impostos municipais, José Efigénio disse que se mantêm os valores cobrados no ano passado.
O Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) é de 0,30% para prédios urbanos – ou seja, o mínimo legal, enquanto o máximo é 0,45%, ou 0,50% em alguns casos -, com descontos de 30 a 140 euros para famílias com dependentes, enquanto a participação no IRS é de 4%.
Já a Derrama permanece nos 1,5% sobre o lucro tributável das empresas com um volume de negócios superior a 150 mil euros, sendo a taxa 1% para as que têm até 150 mil de volume de negócios.
“De forma global, o Município de Alvito opta por não aumentar impostos em 2026, conciliando responsabilidade financeira com sensibilidade social e apoio às famílias e às empresas”, referiu.















