O Estrela FC, de Vendas Novas, recebeu este domingo a equipa do FC Serpa, no Estádio Municipal de Vendas Novas, a contar a sétima jornada do Campeonato de Portugal.
Uma partida que colocava uma equipa que ainda só conseguiu um ponto frente a uma que levava a melhor série de vitórias no campeonato. A vitória acabou mesmo por pender para quem já sabe o que vencer.
Leilão
“Quem quer, quem quer? Quem quer sofrer primeiro?” São estas as perguntas que, no caso desta partida se assemelhar com um leilão, seriam impostas pelo júri.
Ambas as equipas se mostraram permeáveis a algo mais do que um susto perto das respetivas balizas. Certo que o Serpa esteve sempre mais descansado, até pela sua posição classificativa, mas também por aquilo que ia apresentando em campo.
Pouco, diga-se, mas eficaz para o susto, colocando Alireza Alipour em apuros muitas vezes. Rafael Marcelino, por outro lado, foi um mero espectador, mas que começou muitas jogadas da sua turma.
Naquela já conhecida e desenfreada “Quem quer, quem quer? Quem dá mais?”, o júri podia ter batido o martelo várias vezes, mas sempre para o lado dos visitantes, onde a falta de eficácia foi sempre o maior lance.
Fair-Play

Quando o futebol se junta aos valores de humanidade é sempre uma coisa bonita de se ver, claro. O Estrela juntou duas lesões em cada um dos centrais iniciais logo na primeira parte o que deu lugar ao momento mais bonito do primeiro tempo.
Dois jogadores, com o mesmo objetivo dos três pontos, mas que ainda assim deixam isso de lado para apoiar outro ser humano. Há sempre “e se”, mas o que é certo é que ficam os momentos e os atos.
Contudo, dentro da quarto linhas, também se pode considerar mutio fair-play pelo momento do Estrela, já que o Serpa pareceu sempre jogar mais do que querer marcar. Privilegiar o espetáculo, juntamente com o seus muito presentes adeptos, do que propriamente “aquilo que interessa”.
O árbitro tardava em “bater o martelo” para a aposta mais alta. Nem para um lado, nem para o outro. Nem o já muito cansaço dos vendasnovenses, durante quase todo o jogo, nem para o “chuveirinho” do conjunto do Baixo Alentejo, principalmente na segunda parte.
“Vai um; Vai dois”
“Vai um” e vai o primeiro apostador, de seu nome Gonçalo Dias, ao minuto 68. “Vai um; Vai dois” e temos o segurar de um aposta inicial. Gonçalo Dias aumenta o seu lance aos 72 minutos. Foram estas as apostas mais altas e eficazes que acabaram por conseguir levar o prémio para casa.
Um caso invulgar de um apostador que chegou tarde ao leilão, mas que cedo conseguiu ditar o marcador final. Nem mesmo o penalti à passagem do minuto 90, falhado por Diogo Dabó, assustou a vitória.
| Estrela FC | FC Serpa |
| 0 | 2 |
| Gonçalo Dias (68′ e 72′) |















