O Estrela de Vendas Novas recebeu, este domingo, no Estádio Municipal de Vendas Novas, o Amora FC.
A equipa alentejana necessitava de pontos, mas o que é certo é que saiu desta partida com um 0x3 no marcador e cada vez mais fundo na pontuação.
Vida (ainda mais) difícil
A partida até começou bem equilibrada, mas com o Amora a saber bastante bem o que queria. A equipa forasteira entrou mandona e com os blocos bem articulados, enquanto que a turma de Vendas Novas só conseguia respirar quando o árbitro apitava.
Não seria surpresa se o conjunto orientado por Miguel Valença marcasse primeiro. Assim foi aos 16 minutos, por intermédio de Miguel Silva. O lateral esquerdo João Varudo deu seguimento a uma boa jogada pela esquerda, fez um passe para o coração da área e o atleta só teve de encostar.
Entrada desmotivadora para a equipa de Cipriano Madeira, que muito necessitava de pontos. Porém, assim seria difícil. Sem articulação das linhas, passes muitas vezes desmedidos e quase sempre a “aliviar” a pressão.
Mesmo com o natural passar dos minutos e com o golo, a partida não mudou o seu ritmo. O Amora conseguiu muitas vezes sair por cima em situações facilitadas pelo Estrela e os homens da casa não conseguiam aprender com os erros cometidos.
Titanicamente
É certo que estamos a falar de um jogo entre uma equipa que subiu esta temporada aos campeonatos nacionais e outra que há bem pouco tempo esteve perto de subir á segunda liga e que, este ano, desceu para o Campeonato de Portugal.
É certo que seria uma luta desigual. A sorte ficou na baliza do Estrela que com um titã na baliza, Alireza Alipour, ajudou a não dilatar a vantagem muitas vezes e sempre com defesas difíceis. Ora por erros claros do bloco defensivo, ora pela qualidade do ataque do Amora.
Tendo ficado muitas vezes na iminência de mais um golo na sua baliza, o guardião mostrou-se sempre seguro. A idade, 26 anos, deu-lhe a experiência, a qualidade entre os postes foi-lhe dando o brilho necessário para a sua equipa suspirar de alívio várias e várias vezes.
Entrada com o pé esquerdo
Ambas as equipas estavam a necessitar de uma pausa, principalmente, para refrescar as ideias. De um lado, necessitava-se de assertos na defesa, do outro, algo novo para bater o guardião vendanovense.
O que é verdade é que só um dos pontos teve efeito. Logo no começo da segunda parte, quando nem todos os adeptos tiveram tempo para voltar às bancadas, já Miguel Silva bisava.
Num total desacerto do último bloco do Estrela, o jogador do Amora rematou de pé esquerdo e de fora de área, em arco para bater Alireza Alipour, que ficou pregado ao chão. Sem reação possível, o guardião finalmente caía.
Acordar tarde
“Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer”. Quem é que nunca ouviu isto dos pais, avós ou de alguém mais sábio? Algo que os jogadores do Estrela poderiam ter aprendido, já que só após o segundo golo é que se tornaram mais perigosos.
Tiveram (finalmente) alguns lances de perigo na cara do guarda-redes. A partir da esquerda pelo pé direito de Diogo Dabó, ou pela infelicidade de alguns espaços concedidos. Ainda assim, os jogadores do Amora certamente interiorizaram o tal ditado.
Aos 64 minutos, João Oliveira recebe uma bola em profundidade, mas um pouco alta. Com a saída dos postes de Alireza Alipour, tentou o chapéu, que bateu na trave e só teve mesmo de encostar de cabeça. Acordar cedo, parece que faz mesmo crescer, nem que seja no jogo.
Sofrer e agradecer
Com o terceiro golo e com o resultado já mais que sentenciado, os visitantes começaram a gerir e baixaram as linhas. Não que tenham baixado de rendimento, mas certamente com menos fulgor. Do outro lado, sofria-se no últimos minutos.
Mais de 20 minutos, com oportunidades esporádicas cá e lá, com bolas nos postes e desmarcações que algumas vezes deixavam os jogadores frente a frente com os guarda-redes.
Se o Estrela tinha entrado em campo com poucos argumentos, no final ainda menos teve, mesmo que com mais espaço concedido pela defensiva adversária. Sem articulação das linhas, passes muitas vezes desmedidos e quase sempre a “aliviar” a pressão, porém com um “ingrediente” a mais, os remates com força a mais e colocação amenos. Soa parecido ao que aconteceu anteriormente, certo?
Pois é, foi mesmo assim que se passou esta partida. Um Estrela que não conseguiu aprender com os erros (também soa parecido) e um Amora com muita vontade de marcar mais e mais. Oportuna a exibição do guardião do conjunto da casa também.
| Estrela FC | Amora FC |
| 0 | 3 |
| Miguel Silva (16′ e 16′) João Oliveira (64′) |















