Após apresentado o programa de atividades para celebrar o 10º aniversário da inclusão do Cante Alentejano na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, o presidente da Câmara Municipal de Serpa, João Palma destacou que esta celebração é uma forma de «preservar» o Cante.
«Esta comemoração é uma forma de preservar, manter vivo e continuar com a força que o Cante Alentejano tem e que lhe foi dada pela classificação», afirmou o autarca em declarações aos jornalistas.
Como presidente do município “líder” da candidatura aprovada em 2014, João Palma não quer ser «dono do Cante», contudo Serpa «ganhou uma especial responsabilidade nesta área».
«Quer naquilo que é a salvaguarda e na preservação deste património que agora é de todos, que também na comemoração desta classificação», acrescentou.
Confessou também que julga que o Cante «neste momento está preservado», pois «vemos todos os dias, não só nos grupos com muitos jovens a aderir, mas até a nível individual».
«Temos grandes intérpretes a nível nacional que se lançaram e que apareceram cantando alentejano, embora que a solo, e que isso lhe granjeou o nome e lhe granjeou notoriedade», frisou o autarca, dizendo ainda que «continuamos a ver nos programas de televisão vocacionados para essa área, muitos jovens a cantar alentejano».
Momentos «significativos e indicativos da vivacidade que o Cante tem», segundo João Palma.
Em relação ao turismo associado ao Cante, o presidente sublinhou que «tem havido um sentimento bom» e que o setor se tem «ressentido».
Em Serpa, «notamos, no Museu do Cante, que temos regularmente visitas de excursões organizadas que procuram sempre fazer a visita ao museu para se inteirarem como as coisas são e como funciona e para conhecerem mais do Cante».
Já relativamente a projeto futuros, o edil vincou que pensa que o Cante vai ganhar força «com a entrada em funcionamento da Taberna dos Camponeses, em Pias, a sede do grupo, onde será possível conviver diretamente com o grupo».
Para além disso, está também pensado «a criação de um lar para os grupos de Vila Nova de São Bento, que será o Casão do Cante». Um projeto que «queremos avançar muito brevemente para haver um sítio de trabalho e também de confraternização com o público dos grupos».















