O Núcleo de Mourão da Liga dos Combatentes (LC) celebrou este sábado 100 anos de atividade, numa cerimónia marcada pela evocação histórica, pela homenagem aos combatentes do concelho e pelo compromisso de manter viva a memória daqueles que serviram Portugal.
O presidente do Núcleo, Tenente-Coronel José Martins, sublinhou que as comemorações representam «homenagem e reconhecimento aos que fundaram a delegação de Mourão da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, em Março de 1924», recordando o percurso iniciado após a participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial.
A sessão teve início com o hastear das bandeiras na sede do Núcleo, seguido da deposição de flores no Monumento aos Combatentes do Concelho, numa cerimónia que contou com a presença de responsáveis da Liga e de entidades locais.
Memória dos combatentes do concelho
Ns palavras proferidas, José Martins destacou a participação de militares de Mourão na Grande Guerra, referindo que o concelho enviou «70 militares no Corpo Expedicionário Português» e que alguns perderam a vida em combate. Para preservar essa memória, lembrou que foi colocada uma placa nos Paços do Concelho e existe um talhão dedicado aos combatentes no cemitério municipal.
«Hoje prestamos uma homenagem a todos os combatentes que serviram e servem a Pátria», afirmou, defendendo que o centenário deve ser também um momento de continuidade institucional.
Apoio social e projetos futuros
O presidente do Núcleo apontou ainda o trabalho desenvolvido nos últimos anos, com delegados nas freguesias do concelho e ações de apoio social aos associados, destacando protocolos na área da saúde e iniciativas de solidariedade.
José Martins reforçou que a Liga tem procurado transmitir valores às novas gerações, salientando que o objetivo passa por garantir que «a memória não se apague» e que a instituição continue a honrar «o legado dos seus combatentes na promoção e na prática da solidariedade para com os combatentes e suas famílias».
Entre os projetos futuros, o Núcleo espera vir a garantir uma sede própria e avançar com novas iniciativas culturais ligadas à preservação da história local.
As comemorações do centenário inserem-se no percurso de uma instituição com mais de um século, representada por dezenas de núcleos em Portugal e no estrangeiro, dedicada à dignificação e apoio aos combatentes portugueses.




























































