A criminalidade registada em Portugal aumentou 3,1% em 2025, totalizando 365.802 participações, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). No Alentejo, os dados revelam evoluções distintas entre distritos, com subidas em Évora e Beja e uma descida em Portalegre.
De acordo com o documento, o distrito de Évora registou um aumento de 7,8%, passando de 4.771 ocorrências em 2024 para 5.141 em 2025. Já Beja apresentou uma subida de 0,8%, enquanto Portalegre registou uma descida de 4,7%, sendo um dos territórios do país com redução da criminalidade.
A nível nacional, o aumento da criminalidade geral foi acompanhado por uma diminuição da criminalidade violenta e grave, que caiu 1,6%, fixando-se em 14.149 ocorrências.
Distribuição regional evidencia diferenças no Alentejo
Os dados do RASI mostram que a evolução da criminalidade não foi uniforme no território nacional. No Alentejo, a realidade apresenta variações entre distritos, contrariando tendências homogéneas.
Enquanto Évora surge entre os distritos com maior crescimento percentual, Portalegre integra o grupo de regiões com redução de ocorrências, a par das Regiões Autónomas.
Segundo o relatório, «destacam-se as descidas nas Regiões Autónomas e no distrito de Portalegre», sendo também assinaladas subidas em vários distritos do continente.
Furtos, burlas e crimes rodoviários lideram participações
O relatório indica que o furto, nas suas várias formas, continua a ser o crime mais registado em Portugal, seguido da burla e dos crimes rodoviários.
Entre as tipologias com maior número de ocorrências destacam-se ainda a violência doméstica, a ofensa à integridade física e a condução sob efeito de álcool.
A condução com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 g/l registou um aumento de 23%, enquanto a condução sem habilitação legal subiu 28,3%.
Criminalidade violenta e grave apresenta redução
Apesar do aumento global da criminalidade, os crimes considerados violentos e graves registaram uma diminuição face a 2024.
Entre estes crimes, os mais frequentes continuam a ser o roubo na via pública, o roubo por esticão e a resistência e coação sobre funcionário.
O relatório indica que a redução está associada, sobretudo, à diminuição de roubos, que representam uma parte significativa deste tipo de criminalidade.
Relatório serve de base à política de segurança
O Relatório Anual de Segurança Interna resulta da compilação de dados das forças de segurança e de várias entidades nacionais, sendo apresentado pelo Governo à Assembleia da República.
O documento permite analisar tendências, identificar padrões criminais e apoiar a definição de políticas públicas na área da segurança.















