A criminalidade violenta e grave em Portugal registou uma diminuição de 1,6% em 2025, totalizando 14.149 participações, menos 236 casos face ao ano anterior, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) .
Este tipo de criminalidade inclui infrações com recurso a violência física ou psicológica e com impacto elevado na perceção de segurança.
Roubo continua a dominar crimes violentos
De acordo com o relatório, os crimes de roubo continuam a representar a maior fatia da criminalidade violenta e grave, com destaque para:
- Roubo na via pública
- Roubo por esticão
Em conjunto, estas tipologias concentram uma parte significativa das ocorrências, apesar de registarem descidas em 2025, com reduções de 6,8% e 7,3%, respetivamente .
Entre as subidas, destacam-se:
- Resistência e coação sobre funcionário (+15,8%)
- Outras extorsões (+12,7%)
- Extorsão sexual (+6,8%)
- Violação (+6,4%)
O homicídio voluntário consumado também aumentou 10,1% face a 2024 .
Alentejo com evolução distinta entre distritos
No Alentejo, a criminalidade violenta e grave apresentou variações entre distritos.
O distrito de Évora registou uma ligeira descida, passando de 156 ocorrências em 2024 para 148 em 2025, o que corresponde a uma redução de cerca de 5% .
Já Beja apresentou um aumento, passando de 142 para 167 participações, representando uma subida de 17,6%.
Portalegre também registou um crescimento, com mais 27 ocorrências, passando de 146 em 2024 para 173 em 2025, o que corresponde a um aumento de 18,5%.
Interior com tendência de subida em alguns territórios
Os dados indicam que, ao contrário da tendência nacional de descida, alguns territórios do interior, incluindo distritos do Alentejo, registaram aumentos na criminalidade violenta e grave.
O relatório sublinha que este tipo de criminalidade continua a concentrar-se maioritariamente nas áreas metropolitanas, mas com ocorrência também em regiões de menor densidade, ainda que com menor expressão absoluta .
Menos casos a nível nacional, mas com mudanças nas tipologias
Apesar da redução global, o RASI aponta para alterações na natureza dos crimes violentos, com diminuição dos roubos em vários contextos e aumento de outras tipologias, como extorsões e crimes sexuais.
Os dados refletem uma evolução diferenciada do fenómeno, com impacto variável consoante os territórios.















