A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) celebraram um protocolo para controlar a autenticidade das uvas.
Um acordo que teve início no passado dia 4 de setembro, tendo a primeira iniciativa marcada no dia anterior com o começo das vindimas.
Objetivo: reforçar a fiscalização dos vinhos certificados
Luís Sequeira, presidente da CVRA, em declarações a’ODigital.pt destacou que o objetivo deste protocolo é «robustecermos a fiscalização dos vinhos certificados comercializados no Alentejo», fazendo-o com «uma partilha de informação entre os serviços da CVRA e da ASAE».
Desta forma, o presidente vincou que, posteriormente, o plano passa por «atuar em diversas frentes», nomeadamente, «em termos de toda a fileira até à restauração».
A fiscalização vai também tentar atenuar a «recente publicação de legislação mais apertada relativamente à própria rotulagem e à comercialização de vinhos».
Garantir confiança total ao consumidor
«Esse controlo será efetuado de uma forma ainda mais atuante para que possamos assegurar, com um grau elevadíssimo, que os consumidores tenham a certeza de que uma garrafa corresponde a um vinho que foi produzido com todo o critério», acrescentou Luís Sequeira.
Um trabalho conjunto que «acaba por reforçar aquilo que a CVRA tem feito na sua atividade diária», mesmo que as brigadas de controlo tenham sido triplicadas «durante a vindima para podermos ter essa garantia de genuinidade».
Controlo de entradas e pontos estratégicos no Alentejo
Esta parceria tem ainda a componente de «controlo de entradas», principalmente «na fronteira do Caia», mas também em «alguns pontos importantes de controlo dentro do próprio Alentejo».
«Dessa maneira, temos cumprido uma das missões fundamentais da CVRA, que é o controlo e a fiscalização», referiu ainda o presidente.
Ainda assim, o protocolo «não se limita apenas à fiscalização», pois «estão presentes objetivos de formação e de partilha de informação ao longo do ano para que ambas as equipas estejam cada vez mais na posse de conhecimentos e de melhorias».
Formação e prevenção para maior eficácia
Luís Sequeira confessou que este tipo de iniciativas é a «melhor maneira de assegurar que algo menos bom não acontece», uma vez que «se não tivermos um controlo e uma fiscalização regular, pode deslaçar-se essa robustez de ação».
«O que entendemos é que é importante assegurar que estes mecanismos atuam sempre numa ótica preventiva, para assegurar a todos os consumidores que o selo de certificação CVRA é um selo de extraordinária eficácia», reforçou o presidente.
















