A taxa de desemprego no Alentejo fixou-se em 5,2% no terceiro trimestre de 2025, um aumento de 0,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da ligeira subida, a região manteve-se abaixo da média nacional, que foi de 5,8%. O Alentejo registou uma das taxas mais baixas do país, apenas superada pelo Algarve (4,5%) e pela região Oeste e Vale do Tejo (4,6%).
Emprego atinge valor recorde desde 2011
No conjunto do país, a população empregada atingiu 5,33 milhões de pessoas, o valor mais elevado desde 2011. O emprego aumentou 1,6% face ao trimestre anterior e 3,7% em comparação com o mesmo período de 2024.
A taxa de emprego nacional situou-se em 57,8%. O crescimento foi mais expressivo entre trabalhadores com ensino secundário e superior e nos setores dos serviços, nomeadamente comércio, transportes, alojamento e restauração.
Desemprego de longa duração diminui
A nível nacional, a população desempregada foi estimada em 326,6 mil pessoas, menos 2,4% do que há um ano. A taxa de desemprego de longa duração desceu para 35,9%, o valor mais baixo desde 2019.
O INE refere que 59,3% dos desempregados com idades entre 55 e 74 anos continuam sem trabalho há mais de um ano, o que evidencia uma maior dificuldade de reintegração profissional neste grupo etário.
Jovens com desemprego de 18,8%
Entre os jovens dos 16 aos 24 anos, a taxa de desemprego foi estimada em 18,8%, acima da média da União Europeia (14,8%), embora com uma descida de 0,9 pontos percentuais em termos homólogos.
Portugal apresentou a oitava taxa de desemprego jovem mais elevada entre os 27 Estados-membros, ficando acima de países como a Áustria, Irlanda e Dinamarca.
Subutilização do trabalho em queda
O indicador de subutilização do trabalho, que inclui desempregados, trabalhadores a tempo parcial e inativos disponíveis para trabalhar, fixou-se em 9,9%, diminuindo 0,5 pontos percentuais face a 2024.
No total, cerca de 573,9 mil pessoas estavam em situação de subutilização laboral. O número de trabalhadores a tempo parcial subempregados desceu 7,2% num ano.
Teletrabalho continua a perder peso
Cerca de 19,4% dos trabalhadores exerceram funções em teletrabalho no terceiro trimestre, o que representa uma redução de 1,5 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Ainda assim, esta modalidade mantém-se acima dos níveis de 2024, refletindo a consolidação de modelos híbridos no mercado laboral.
Contexto regional
O Alentejo manteve-se entre as regiões com menor desemprego do país, refletindo uma estabilização do mercado de trabalho após a recuperação pós-pandemia. Contudo, o aumento trimestral de 0,3 pontos percentuais pode estar associado à sazonalidade agrícola e à conclusão de contratos de verão no setor turístico, nomeadamente no litoral alentejano.
O INE divulgará o próximo relatório trimestral de emprego a 4 de fevereiro de 2026.















