A Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) reuniu recentemente um conjunto de especialistas para desenvolver a “inovação aberta” no Alentejo.
O projeto “DRIVEN”, lançado no evento, pretende assim ajudar as empresas a resolver os respetivos desafios tecnológicos que as impedem de se desenvolver, segundo Ángel Huertas, gestor de projetos da FUNDECYT, entidade responsável pelo “DRIVEN”.
«O Projeto ‘DRIVEN’ está ligado à convocatória INTERREG-POCTEP. É um projeto transfronteiriço que coordenamos desde a FUNDECY-PCTEX e alberga sete entidades. Quatro entidades portuguesas e três espanholas», revelou aos jornalistas.
O objetivo do lançamento em Évora foi «dar a conhecer a ‘inovação aberta’, quais são as suas metodologias e como a empresa pode beneficiar com ela», de acordo com o gestor.
«A ‘inovação aberta’ é um processo de implementação de empresas para o desenvolvimento de inovação desde o interior da empresa, mas também para fora. As ferramentas de outras entidades e de centros de investigação, como universidades, que podem resolver os problemas de transição tecnológica de uma empresa», esclareceu ainda Ángel Huertas.
Para além disso, o projeto pretende dar a conhecer «empresas de um lado e de outro da fronteira», assim como «soluções científicas, não só a nível regional, mas também entre centros de investigação».
O projeto começou em outubro de 2023 e vai terminar em junho de 2026. Quase três anos de um processo que Ángel Huertas explicou.
«As entidades responsáveis vão colaborar para criar um ecossistema de inovação aberta. Primeiro vão dar a conhecer a inovação aberta e depois vão dar soluções para os desafios identificados nas empresas», disse, acrescentando ainda que «vai haver também uma última fase de incubação e aceleração de empresas tecnológicas».
Já Alexandra Correia, Coordenadora do Departamento de Desenvolvimento e Cooperação da ADRAL, destacou a parceria entre a sua entidade e o PACT.
«A nossa ideia é não só realizar as atividades que temos previstas aqui no Alentejo, mas também trazer e levar pessoas daqui às atividades que ocorrem nos outros territórios que fazem parte do projeto», referiu também aos jornalistas.
Caracterizou a temática como «extremamente pertinente e útil» para empresas e investigadores que atuam na região e que «podem desenvolver se e criar ligações e, de certa forma, também ter acesso a um conjunto de ferramentas de capacitação que lhes permita desenvolver esta forma de estar num contexto de inovação aberta».
Relativamente ao Alentejo, a ADRA pretende «criar no Alentejo as condições para criar um ecossistema mais aberto em termos de inovação».
Alexandra Correia explanou ainda qual o processo que a entidade abrange, já que primeiro parte de um «diagnóstico» e depois «vamos ver na região quais são as outras entidades que podem ajudar aquela a desenvolver aquela questão».
«Pode ser um centro de investigação, pode ser outra empresa, pode ser uma organização e pô-las em contacto», complementou a coordenadora.
Neste projeto, onde todas as empresas interessadas podem participar, a ADRAL e o PACT vão fazer também «ações que permitam nós pensarmos de uma forma diferente e que todos estes stakeholders possam utilizar novas formas de pensar e desenhar atividades e projetos que depois possam ser úteis no seu dia a dia».















