O Juventude Sport Clube anunciou recentemente que vai construir um novo estádio, com um prazo de execução de 11 meses, junto ao Évora Plaza.
No entanto, António Sousa, presidente do emblema eborense, em declarações a’ODigital, aclarou este projeto que, segundo o próprio «será melhor estádio da região»
Um projeto ambicioso que começou com um «concurso lançado pela Câmara Municipal de Évora a um lote de nove hectares», ao qual foi atribuído ao clube cerca de dois.
«Será o melhor da nossa região»
«É um processo complexo. Trata-se da construção de uma grande obra, que é um estádio que será, quando concluído, será o melhor da nossa região», começou por dizer o presidente.
Com uma capacidade prevista de três mil lugares, divididos entre uma «bancada coberta para 2 500 lugares» e outra com 500 «no lado oposto e que, para já não vai ficar coberta».
No entanto, a infraestrutura fica já preparada para uma «ampliação» para os cinco mil ocupantes, pois «é aquilo que permite chegar à Primeira Liga». «Aí sim, terá uma bancada de topo a sul e a bancada dos 500 lugares irá ampliar», acrescentou.
«Ficará aberto em ‘U’ para a zona do centro da cidade, o que vai possibilitar um enquadramento único e espetacular, principalmente à noite com o centro histórico iluminado», realçou António Sousa.
Para além dos lugares, o presidente afirmou que está a ser preparado um sistema de iluminação, composto por «mil lux», porque assim ficam disponíveis as «transmissões televisivas noturnas».
Do lado de fora do estádio, haverá ainda mais infraestruturas, numa segunda fase de construção: «Terá tudo aquilo que de mais moderno se poderia imaginar para um estádio desta dimensão».
«Vai um segundo sintético com o apoio de oito balneários, lavandaria, rouparia, oficina. Terá uma série larga de camarotes ao longo de toda a bancada, um restaurante, uma zona museológica, um ginásio, quatro balneários e uma pequena sala de conferências», esclareceu.
Ainda nesta fase, o projeto contempla um edifício, com dois pisos, atrás do pavilhão do clube já existente, no lugar do estádio Sanches Miranda.
«No piso de baixo estará uma zona social com um pequeno bar de apoio, sala de reuniões e a secretaria do clube. No piso de cima, ficará a loja que é a promotora. Há ainda o parque de estacionamento», mais detalhou o presidente.
O clube vai igualmente manter os dois pavilhões desportivos que já tem junto ao Estádio Sanches de Miranda.
«É um negócio que não tem qualquer alienação de património, uma vez que é um direito de superfície que é cedido [à empresa] por 50 anos» e que, no final desse período, «volta ao Juventude, que também fica dono das estruturas aí construídas», realçou.
Seleções e IPDJ
Uma panóplia de serviços que pretende «valorizar a cidade» e ainda chegar às seleções: «Contamos com este estádio que passem por aqui algumas seleções, nomeadamente as seleções de futebol feminino e masculino».
«Para já, vai permitir que as seleções passem pela cidade mais importante da região. Se calhar não a seleção principal, mas todas as outras poderão aqui vir e serão bem recebidas», reforçou.
António Sousa revelou ainda que, «assim que esteja terminado», o estádio vai ser licenciado pela IPDJ e que só aí «é que abandonamos o Sanches Miranda e a equipa sénior passa a ter uma nova casa».
Este é um projeto que «abre todas as oportunidades que o clube via fechadas por falta de uma infraestrutura decente», segundo o presidente, destacando a falta de condições, no caso de subida à Liga 3, pode levar o clube a jogar a «muito longe»: «É impraticável».
«Neste momento, o nosso estádio é de tal maneira limitativo que até mesmo para o Campeonato de Portugal tem dificuldades em ser licenciado», afirmou ainda.
«O Alentejo … não consegue trazer uma seleção»
Em jeito de brincadeira lembrou «uma distribuição dos jogadores que foram à nossa seleção, que esteve na Alemanha», no Euro 2024, e reforçou que «nenhum é do Alentejo».
«As conclusões cada um que tire, mas eu acho que o talento também existe cá e tem de haver condições para o desenvolver. É evidente que Évora, o Alentejo e o Juventude em particular, não poderão aspirar a nada em particular, se não tiverem uma infraestrutura adequada», vincou António Sousa.
«O Alentejo é quase do tamanho da Bélgica, mas não consegue trazer uma seleção porque não há condições. É uma realidade muito triste, mas é factual», complementou ainda o presidente.















