O Festival do Peixe do Rio 2025 foi oficialmente inaugurado na manhã deste sábado, em Alandroal, consolidando-se como um dos mais importantes eventos gastronómicos do Alentejo. Até 16 de março, o certame promove a tradição do peixe do rio, dinamiza a economia local e reforça a identidade cultural do território.
Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, destacou a evolução do festival e a sua importância para o concelho. «Este festival é uma das mais fortes expressões de um Alandroal moderno e inovador, atrativo, aberto à região e ao mundo, que está a construir futuro, alicerçado no património e nas tradições da natureza e do ambiente», afirmou.
O autarca sublinhou que o evento cresceu ao longo dos anos devido a um «trabalho competente e contínuo, ao envolvimento de múltiplos atores e ao investimento na qualidade». Recordando a primeira edição do festival, realizada em 2010, João Grilo destacou que a iniciativa teve desde o início «uma base sólida de identidade e diferenciação», mas que enfrentou críticas iniciais. «Fomos desafiados, mas mantivemos a aposta e, com persistência, conseguimos fazer deste festival um marco regional», acrescentou.
A edição deste ano mantém os pilares que consolidaram o festival, como o Roteiro do Petisco, um percurso gastronómico que percorre cafés e tascas do concelho, e a Caldeirada para Todos, onde chefes locais confecionam uma caldeirada comunitária capaz de servir cerca de mil pessoas. A oferta gastronómica foi ainda ampliada, com a participação de 18 restaurantes locais e quatro espaços de restauração na tenda do festival, garantindo uma diversidade de pratos tradicionais à base de peixe do rio.
Entre as novidades, o município apostou no reforço da comunicação com os visitantes, através do lançamento de uma aplicação móvel dedicada ao festival. «Apostamos mais na comunicação de proximidade, com uma aplicação para telemóvel onde é possível encontrar toda a informação sobre a oferta gastronómica e sobre o que está a acontecer no festival», explicou João Grilo.
Além da componente gastronómica, o evento conta com showcookings, provas de vinhos, degustações comentadas e conferências dedicadas à valorização dos produtos endógenos. A programação cultural mantém um forte vínculo à identidade local, com espetáculos de cante alentejano e fado, valorizando a música tradicional da região.
O Festival do Peixe do Rio 2025 surge também como um motor de promoção turística do concelho, reforçando a presença de Alandroal em eventos nacionais. A autarquia estruturou um programa próprio para apresentação na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), onde o festival será promovido num momento em que o Alentejo é o destino convidado da feira. «Na BTL, estamos a divulgar Alandroal como capital das cozinhas do rio, e também o nosso estatuto de Cidade do Vinho 2025, que partilhamos com os municípios de Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa», referiu João Grilo.
O festival assinala ainda o início de uma parceria estratégica com o Município de Mértola, reforçando a ligação entre territórios banhados pelo Guadiana. «Queremos criar uma rede nacional e transfronteiriça de municípios com objetivos comuns na promoção da riqueza e tradições do rio, em especial da gastronomia. E não podíamos começar melhor do que com o município de Mértola aqui connosco», afirmou o autarca, explicando que esta cooperação surgiu no âmbito da Estratégia para um Alqueva mais inovador.
Uma das mudanças mais significativas desta edição é o regresso ao modelo original do festival, interrompido devido à pandemia. «Voltamos a ter este espaço de feira onde nos encontramos, num modelo que foi interrompido há cinco anos. Em 2020, tínhamos tudo pronto para abrir, mas já não pudemos fazer. Foi difícil, mas conseguimos reorientar o nosso foco para as pessoas, as instituições e as empresas», recordou João Grilo.
O Festival do Peixe do Rio 2025 prossegue até ao próximo domingo, esperando atrair milhares de visitantes ao concelho. Com um programa diversificado que combina gastronomia, cultura e turismo, o evento afirma-se como um dos mais importantes momentos de valorização do território e da identidade do Alentejo.






























































































