A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 59 pessoas por crimes relacionados com incêndios rurais até 17 de abril de 2026, sendo a maioria dos casos associada a uso negligente do fogo. No Alentejo, o distrito de Beja não registou detenções, segundo dados divulgados pela força de segurança.
De acordo com o comunicado, 57 das 59 detenções estão relacionadas com comportamentos negligentes, sobretudo em queimas e queimadas de sobrantes que se descontrolaram.
Distribuição das detenções e impacto no Alentejo
A análise por distrito indica que Beja não registou detenções até à data, enquanto outras regiões do país concentram a maioria dos casos, como Braga e Vila Real.
Apesar da ausência de detenções em Beja, a GNR identificou situações no território alentejano no âmbito da fiscalização preventiva. No distrito de Évora foram sinalizados 43 terrenos para limpeza obrigatória em 2026, enquanto Portalegre registou 52 sinalizações.
Operação Floresta Segura com milhares de sinalizações
No quadro da “Operação Floresta Segura 2026”, a GNR sinalizou 7.664 terrenos em todo o país para cumprimento da limpeza obrigatória.
Os dados mostram uma redução face a 2025, ano em que tinham sido registadas 10.417 sinalizações.
Área ardida ultrapassa 7.600 hectares
Relativamente à área ardida, até 15 de abril de 2026 foram contabilizados 7.675 hectares, valor superior ao registado em 2025 no mesmo período.
A evolução dos últimos anos mostra variações significativas, com destaque para 2024, que registou uma área ardida inferior, e 2022, com valores mais elevados.
GNR reforça recomendações à população
A GNR alerta para a necessidade de cumprimento das regras no uso do fogo, sublinhando que as queimas e queimadas devem ser previamente registadas ou autorizadas.
Entre as recomendações, a força de segurança destaca a importância de evitar o uso do fogo em condições meteorológicas adversas e de garantir a extinção total das queimadas.
A GNR indica ainda que continuará a atuar através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) na identificação de comportamentos que coloquem em risco a segurança das populações e o património natural.















