Entre 1 de janeiro e 31 de julho de 2025, os distritos do Alentejo registaram um total de 625 incêndios rurais, responsáveis por 6.929 hectares de área ardida, de acordo com o 3.º Relatório Provisório de Incêndios Rurais divulgado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Distribuição por distritos
No Alentejo Central, o distrito de Évora contabilizou 142 ocorrências, que resultaram em 2.502 hectares de área ardida — 1.355 hectares em povoamentos florestais, 645 hectares em matos e 502 hectares em áreas agrícolas.
No Alto Alentejo, Portalegre registou 125 incêndios, com 2.241 hectares queimados.
O Baixo Alentejo, correspondente ao distrito de Beja, somou 175 incêndios e 2.186 hectares de área ardida, sendo a maior parte em terrenos agrícolas (1.386 hectares).
Concelhos mais afetados
Entre os concelhos alentejanos, destacam-se Alandroal, com 2.024 hectares ardidos em apenas seis ocorrências, e Aljustrel, com 1.256 hectares queimados em nove ocorrências. Também Nisa regista valores elevados, com 1.019 hectares ardidos.
Alandroal e Nisa integram a lista nacional dos 20 concelhos com maior área ardida em 2025, representando situações de incêndios de grande dimensão.
Grandes incêndios no Alentejo
O relatório identifica vários incêndios de grande dimensão na região, incluindo dois no concelho de Alandroal (Nossa Senhora da Conceição, com 1.373 hectares, e Capelins, com 642 hectares), um em Aljustrel (1.096 hectares) e um em Nisa (944 hectares). Estes episódios contribuíram de forma significativa para o total da área ardida no território alentejano.
Causas apuradas
No conjunto nacional, o incêndio provocado por indivíduos imputáveis (incendiarismo) é a principal causa identificada, representando 25% dos casos investigados. As queimadas extensivas de sobrantes florestais ou agrícolas e as queimas de amontoados correspondem a 12% e 9% das causas, respetivamente. As investigações indicam ainda que os reacendimentos foram responsáveis por 8% dos incêndios.
Contexto nacional
Em todo o país, o período em análise registou 4.758 incêndios rurais, que provocaram 33.224 hectares de área ardida. O valor corresponde a menos 27% de ocorrências do que a média dos últimos dez anos, mas a área ardida mantém-se próxima dessa média. O mês de julho concentrou 77% do total de área queimada em 2025.















