As dificuldades em termos de licenciamentos e o aproveitamento dos subprodutos, serão dois dos grandes desafios que o setor dos mármores do Alentejo atravessa nos próximos tempos, disse o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança.
Inácio Esperança falou a’ODigital.pt após a visita ao concelho do Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, onde explanou os vários desafios que o setor enfrenta a curto prazo.
Segundo Inácio Esperança “é necessário um novo reordenamento do território, sendo essencial para o desenvolvimento económico deste território”, explicando que “o grande entrave que neste momento existe à extração e exploração de mármores são os instrumentos de ordenamento do território, que têm obviamente que ser alterados.”
Para o autarca calipolense “é necessário também investir no ID que permita aproveitar os subprodutos”, revelando que “já alguns empresários que têm ideias, nomeadamente na criação de fábricas que permitam, a partir dos subprodutos, criar também alguns produtos para a construção civil. São estas ideias e investimentos que têm que ser feitos para que a região e o sector tenham futuro”.
“Existe matéria-prima e existirá, na minha perspetiva, nos próximos mil anos teremos mármore para extrair, portanto, o problema não é o recurso, é um problema de capacidade extrativa, de legalização das extrações e é um problema de escoamento”, frisou.
Inácio Esperança garantiu que para melhorar o problema do escoamento “é essencial a construção da estação ferroviária junto à linha que está a ser construída, porque o escoamento deste produto é importantíssimo e os custos associados a isso podem baixar se de facto for criada ali uma hipótese de levar até ao porto de Sines estes produtos que agora vão para o camião.”















