Carlos Pinto de Sá, eleito presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo com 37,08% dos votos, afirmou que o novo mandato será marcado pelo diálogo e pela construção de consensos. O autarca da CDU garantiu que está disponível para negociar com todas as forças políticas, defendendo que «Montemor não compreenderia bloqueios» e que «a estabilidade do município depende da responsabilidade de todos».
Durante o discurso de tomada de posse, o presidente eleito afirmou que «os resultados eleitorais mostram a vontade do povo para que se encontre uma plataforma de entendimento que garanta a estabilidade do governo municipal». Sublinhou ainda que «Montemor não compreenderia que a atividade municipal fosse bloqueada», manifestando «total disponibilidade para negociar e atingir um entendimento que não desvirtue a vontade popular expressa nas urnas».
Em declarações aos jornalistas, Carlos Pinto de Sá explicou que a governabilidade será construída «através do diálogo e da negociação com todas as forças políticas». O autarca afirmou que «este sistema eleitoral é positivo porque assegura representatividade e fiscalização direta por parte da oposição, o que fortalece a democracia local».
Segundo o novo presidente, o resultado eleitoral traduz «a vontade dos montemorenses em ver as várias forças políticas a trabalhar em conjunto para o bem do concelho». «Cada força política tem de assumir a sua responsabilidade e encontrar soluções que, respeitando as diferenças, garantam o funcionamento da autarquia», afirmou, reforçando que «não tenho linhas vermelhas. O importante é encontrar pontos comuns e trabalhar em conjunto».
Ainda assim, Carlos Pinto de Sá sublinhou que há princípios inegociáveis para a CDU. «A gestão da água deve permanecer pública, para garantir o acesso de todos. Há forças políticas que defendem a privatização, mas isso seria um erro. O mesmo se aplica ao Serviço Nacional de Saúde, que tem de ser público para assegurar igualdade no acesso».
O novo executivo pretende iniciar desde logo um processo de reuniões com os partidos representados na Câmara Municipal. «Hoje mesmo combinei com as outras forças políticas as primeiras reuniões, que vão realizar-se já amanhã», revelou, adiantando que «há abertura de todos para negociar». Acrescentou que o objetivo é «encontrar soluções comuns que não desvirtuem os resultados eleitorais e garantam a estabilidade do município».
Carlos Pinto de Sá afirmou também que a governabilidade poderá ser assegurada «através de entendimentos sobre as opções do plano e orçamento, os principais documentos do município e os projetos estruturais».
O autarca destacou ainda o papel da população na vida política local, afirmando que «os cidadãos têm um papel a desempenhar na transformação para melhor da nossa comunidade» e que a sua presidência procurará «motivar a participação cívica e a construção de soluções coletivas».
Entre as prioridades do novo mandato, o presidente da CDU apontou a resposta aos desafios sociais e ambientais do concelho. «Temos de olhar com muita atenção para a questão das alterações climáticas. Elas estão a afetar-nos e podem pôr em causa as gerações futuras», referiu, defendendo «a defesa do montado, da paisagem alentejana e da biodiversidade».
A área social será outra das vertentes centrais. «Temos de reforçar a rede social e apoiar as instituições, sobretudo nas áreas onde há mais dificuldades. As crianças com necessidades especiais, os cuidadores informais e os idosos precisam de mais atenção e meios», destacou.
No campo económico, Carlos Pinto de Sá anunciou a criação de um fórum económico para «consensualizar propostas e projetos para a promoção e expansão da base económica do concelho». Também a cultura terá um papel estratégico, com o município a preparar uma participação ativa no projeto Évora 2027 – Capital Europeia da Cultura. «Évora 2027 deve servir todo o Alentejo e também Montemor. Vamos trabalhar para reforçar os projetos e os agentes culturais do concelho».
O novo presidente sublinhou ainda que a experiência de cooperação entre diferentes entidades, como aconteceu com Évora 2027, deve ser um exemplo para a governação local. «Quando toda a gente dizia que não seria possível aquelas entidades todas trabalharem em conjunto, conseguimos criar uma candidatura fortíssima. Esse exemplo deve servir para Montemor: respeitar as diferenças, valorizar o que nos une e trabalhar juntos pelos projetos estruturantes».
Carlos Pinto de Sá concluiu garantindo que este será um mandato de trabalho e compromisso com os montemorenses. «Este presidente e esta nova maioria não prestam vassalagem a ninguém. Respondem apenas e só ao povo de Montemor».
























































































