O Município de Mourão apoiou em quatro mil euros a Junta de Freguesia da Luz, tendo em vista a conclusão das obras do cemitério da aldeia.
Desta forma, foi assinado um protocolo para garantir a construção de um novo talhão que pretende «ultrapassar o facto da capacidade de sepulturas perpétuas já estar esgotada», segundo comunicado da autarquia.
Sara Correia, presidente da Junta de Freguesia, em declarações a’ODigital, esclareceu que este valor corresponde a uma comparticipação de 90% do valor total de mais de cinco mil euros, na «construção de 20 campas e da terraplanagem do terreno».
«A abertura dos talhões e a terraplanagem era aquilo que nos ficava mais dispendioso e a Câmara assumiu desde o início que nos ajudaria», referiu a autarca.
Esta que é uma obra que já leva vários “capítulos”, mas que já há «condições para dar resposta à nossa população, se fizer falta», de acordo com a presidente, mesmo que os prazos não existam.
«Temos tido sorte, porque podia ter já acontecido uma catástrofe. Tivemos sorte na pandemia porque não tivemos falecimento nenhum, felizmente, mas podia ter acontecido, como aconteceu em tantas terras neste país fora», destacou Sara Correia.
«Já há alguns anos que a freguesia se batalha com este problema e ao fim de pouco tempo da construção deste novo cemitério, começou-se a perceber que o espaço era pouco. Os custos dessa ampliação também não eram comportáveis com uma freguesia da dimensão da Luz», explicou ainda a presidente.
Sara Correia sublinhou também que a autarquia têm-se visto «a braços com quase toda a elaboração da obra», porque «constatámos que não estavam previstas a elaboração das campas» no projeto inicial.
«Precisávamos de uma ampliação do cemitério precisamente para ter espaço de campas e se a obra era feita sem isso, não tínhamos de todo aquilo que precisávamos», acrescentou.
O Cemitério da Luz, a obra que «tem dado alguma dor de cabeça», foi inicialmente orçamentada em 110 mil euros, mas acresce agora os referidos cerca de cinco mil.















