O Município de Reguengos de Monsaraz vai poder contratar 20 funcionários, depois de cumprir com «excesso de endividamento com uma margem superior a dois milhões».
Marta Prates, presidente da autarquia, revelou, aos jornalistas, que o município tinha «21 milhões de euros de divida e um plano de saneamento financeiro»: «Estávamos acima do excesso de endividamento permito por lei».
«O que tínhamos na Câmara era uma ‘troika’ que não nos deixava fazer rigorosamente nada, porque tínhamos de pedir autorização para tudo», sublinhou a presidente, acrescentando que agora «é um novo ciclo que se abre, feliz e finalmente».
A edil destacou que «não passámos a ter mais dinheiro, mas passámos a ter mais autonomia» e que este “feito” foi «absolutamente histórico» para a cidade.
«Há muito tempo que a Câmara estava sempre acima do excesso de endividamento e conseguimos esse feito com muito trabalho. A partir daí conseguimos começar a contratar recursos humanos», realçou Marta Prates.
Em relação aos números dos quadros camarários, a presidente esclareceu que «para 10 mil pessoas, há dois eletricistas, quatro pedreiros, dois carpinteiros e um mecânico».
«Como é que podemos responder atempadamente aos munícipes com este quadro de recursos humanos? Nós chegamos com uma divida, sem pessoas e com um equipamento municipal decrépito a cair, literalmente. Estamos a começar outra vez e temos de começar por algum lado», reforçou a autarca.
Marta Prates esclareceu ainda que estão a contratar na área da educação, para os operacionais municipais e também para os quadros superiores, como arquiteto e engenheiro projetista.















