O Alentejo registou, em 2025, 2 706 nascimentos, segundo dados do “teste do pezinho”, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN).
De acordo com a estatística, a região teve um aumento de 64 nascimentos, face ao ano de 2024, quando foram registados 2 642 bebés.
Neste sentido, o mês em que nasceram mais crianças foi em julho (248). Em contraste, está o mês de dezembro, quando nasceram 202 bebés.

O distrito de Portalegre é o distrito alentejano e nacional onde se registaram menos nascimentos. Foram 574 bebés que vieram ao mundo em 2025, o que, ainda assim, representa um aumento de 27 crianças, face a 2024 (547).
O distrito segue a tendência da região, pois julho foi o mês que registou mais nascimentos, com 66. Já dezembro, assim como o Alentejo, foi o mês com menos nascimentos (35).
Segundo os dados do INSA, fornecidos desde 2016, Portalegre apresenta ainda números abaixo dos níveis pré-2020, quando se registavam sempre mais de 600 nascimentos, sendo que 2018 (681) foi o ano onde nasceram mais bebés. No pós-2020, o ano passado foi mesmo o ano em que nasceram mais bebés, ainda não tenha ultrapassado as seis centenas de nascimentos.

Em Évora, também houve um aumento face a 2024. No ano passado, houve 1 084 nascimentos, o que representa um aumento de 9 nascimentos, uma vez que no ano transato houve 1 075 nascimentos.
Este distrito foge à “tendência” da região, pois janeiro de 2025 foi o mês onde nasceram mais bebés (103), contrastando com o mês de fevereiro, quando nasceram apenas 78.
Analisando os dados fornecidos desde 2016, também a região apresenta níveis abaixo dos pré-2020, quando o número de nascimentos ultrapassava constantemente os 1 100. Já no pós, 2025 foi também o ano onde se registaram mais nascimentos.

Já o distrito de Beja, registou 1 048 nascimentos, o que também representa um aumento comparativamente a 2024 (1 020), desta vez de mais 28 bebés.
Nesta região, foi em março que nasceram mais bebés (110). Por sua vez, dezembro foi o mês em que nasceram menos, registando 70 nascimentos.
Neste caso, de acordo com a estatística do INSA, o número de nascimentos mantém-se relativamente estável, uma vez que, desde 2016, Beja apresenta sempre entre os mil e os 1 100 nascimentos.

No comunicado do INSA, pode ler-se ainda que estes testes permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce
Em 2025, a nível nacional, foram identificados 57 casos de doenças hereditárias do metabolismo, 26 casos de hipotiroidismo congénito, seis casos de fibrose quística, 10 casos de atrofia muscular espinal, um caso de imunodeficiência combinada grave e 47 casos de drepanocitose, perfazendo um total de 147 casos.
O Programa Nacional de Rastreio Neonatal é coordenado pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana.















