Uma nova massa de poeiras provenientes do Deserto do Saara está a caminho da Península Ibérica e deverá afetar Portugal nos próximos dias. O fenómeno poderá ainda estender-se a outras regiões do sul da Europa, dependendo da evolução das correntes atmosféricas.
A previsão aponta para a chegada de partículas minerais transportadas por ventos de sul ou sudeste, cenário habitual neste tipo de episódios.
Céu mais turvo e possível degradação da qualidade do ar
Com a presença de poeiras em suspensão, o céu tende a apresentar tons amarelados ou alaranjados, adquirindo um aspeto enevoado. A visibilidade pode ser temporariamente reduzida.
Além do impacto visual, é expectável uma degradação temporária da qualidade do ar, associada ao aumento da concentração de partículas inaláveis na atmosfera.
Este fenómeno é frequentemente designado por calima, termo utilizado para descrever a presença significativa de poeira do Saara na atmosfera, sobretudo quando afeta a Península Ibérica e o arquipélago das Canárias.
Embora se trate de um processo natural, pode ter efeitos práticos no quotidiano, como a deposição de pó em superfícies, nomeadamente em viaturas, e alterações nos níveis de partículas no ar.
Grupos mais vulneráveis devem reforçar cuidados
Durante episódios de maior concentração de poeiras, as autoridades de saúde recomendam a redução de atividades físicas intensas no exterior.
Pessoas com problemas respiratórios, doenças cardiovasculares ou alergias poderão sentir maior desconforto. Crianças e idosos integram igualmente os grupos mais sensíveis a este tipo de situação.
Entre os cuidados aconselhados estão evitar esforço físico ao ar livre nos dias mais críticos, manter janelas fechadas sempre que possível e acompanhar os índices de qualidade do ar divulgados pelas entidades competentes.
A intensidade do fenómeno poderá variar ao longo dos dias, pelo que a evolução das previsões meteorológicas será determinante para avaliar o impacto em cada região do país.















