O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Vítor Silva, afirmou, esta quarta-feira, que o “Turismo atualmente é uma atividade predadora”, no que diz respeito à sustentabilidade e à proteção do meio ambiente.
Vítor Silva falava, em Mourão, na sessão de encerramento Jornadas de Reflexão sobre ‘Turismo no Mundo Rural – O Presente e o Futuro’, um evento promovido pela Associação Heranças do Alentejo.
Nas palavras proferidas Vítor Silva referiu que “não foi a pandemia que veio mudar o paradigma do turismo no Alentejo, porque essas tendências já se estavam a manifestar anteriormente, mas tem a ver sobretudo com a questão da sustentabilidade, nós não podemos continuar a consumir recursos indefinidamente num planeta que é finito e temos de perceber uma coisa, aquilo que se parece que se está a tornar consensual no nosso território, esta linha de caminhar para um turismo mais sustentável, esta não é a tendência global do turismo a nível mundial, a esmagadora maioria das pessoas que fazem turismo e que vão continuar a fazer turismo, não tem a ver com sustentabilidade”.
“A região do Alentejo não é uma região de turismo de massas”, disse o presidente da Entidade Regional de Turismo, deixando também claro que que “o Alentejo não é a tendência geral do turismo neste momento, não somos!”.
Para o dirigente, “as questões da sustentabilidade vão fazendo o seu caminho, mas a esmagadora maioria dos turistas que se movimentam a nível mundial é para o sol e praia e esta é que é a tendência e, nem se preocupam com o meio ambiente, ao contrário do que muitos pensam”.
Frisou que “devemos seguir o caminho da sustentabilidade, mas não esqueçamos que este não é o caminho global que o turismo está a seguir, o turismo atualmente é uma atividade predadora, não vale a pena dizer o contrário, mas nós não queremos que o nosso território seja e isso será uma mais-valia para nós”.
Vítor Silva foi mais longe e disse que “não queremos cá turistas que venham só consumir, queremos turistas que tragam qualquer coisa, ou seja, temos de iniciar internamente um processo de reflexão sobre aquilo que somos, aquilo que nós queremos e aquilo que queremos daqueles que nos visitam”, concluindo referindo que “temos também que refletir aquilo que queremos das duas grandes entidades, nomeadamente da Entidade Regional de Turismo e da Agência de Promoção do Alentejo”















