A aldeia de Perolivas teve o lar da localidade inaugurado, esta sexta-feira, e conta com espaço para 20 utentes residentes, mais 12 do Centro de Dia e ainda um serviço de apoio domiciliário para 72 utentes.
Este foi um investimento de mais de 1,2 milhões de euros, comparticipado em cerca de um milhão pelo FEDER, que viu agora a sua conclusão, depois do projeto ter começado em 2011, mas que era «importante para as pessoas desta terra poderem envelhecer na sua terra», segundo Vânia Ramalho, presidente da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Perolivas, entidade que vai gerir o estabelecimento.
Com uma inauguração apenas «simbólica», a coletividade vai agora iniciar um «trabalho mais intenso», já que vai tratar do «licenciamento, recursos humanos, prestações de serviço» e outros encargos que agora tem à disposição.
«Não depende só de nós, as hoje começa a nossa missão de o colocar em funcionamento», referiu a presidente da associação, acrescentando também que «temos de criar todas as condições de forma a conseguirmos abrir este este espaço para as pessoas poderem usufruir».
Em relação ao tempo de desenvolvimento do projeto, Vânia Ramalho sublinhou que foi um «trabalho árduo e corajoso» da parte dos associados, já que «a maior parte deles nem sequer percebiam a dimensão do projeto e das obrigatoriedades em que se estavam a colocar».
Já Marta Prates, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, destacou que «é um dia de festa para todos» e que «esta é uma obra que construímos para as Perolivas e para os perolivenses».
«O lar vem responder aos anseios de todos, mas vem sobretudo colmatar as necessidades efetivas dos mais idosos desta aldeia», complementou a autarca, dizendo ainda que «sabemos que a necessidade destes equipamentos sociais é grande».
A presidente do município realçou ainda que «a prestação de cuidados é cada vez mais necessária» e que este foi uma empreitada que “herdou” dos anteriores executivos.
«Quando chegámos ao executivo municipal, deparámo-nos com dificuldades, mas também nos deparamos com projetos que poderiam ser projetos muito bons».
Também presente na cerimónia esteve a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Ramalho, afirmou que, «do meu ponto de vista», é uma estrutura que «representa uma feliz combinação entre aquilo que é a atuação dos poderes públicos e a vontade de privados».
«Nós, mais do que para as obras, temos de olhar para as pessoas e as pessoas são a base de tudo. As pessoas são aquilo que nos deve motivar», acrescentou, dizendo ainda que «penso que estamos no bom caminho».
Este foi um edifício que se ergueu na Rua do Lavadouro em terrenos doados pela família de Matilde Lopes Rosado. De seguida, fique com a foto-reportagem.







































































