A 14.ª edição do Congresso das Açordas este fim-de-semana em Portel, no distrito de Évora, regressa após dois anos de interregno, devido à pandemia de covid-19.
Organizado anualmente por este município alentejano, o programa do certame inclui colóquios, exposições, gastronomia e animação popular.
Em declarações a’ODigital.pt, o presidente da Câmara Municipal de Portel, José Manuel Grilo, referiu que “é um evento já bastante característico e que está muito relacionado com a gastronomia, mas também com parte de toda a animação, principalmente durante a noite e às horas das refeições, mas também com todos os aspetos de discussão gastronómica, as provas de vinhos, as provas gastronómicas, e até a discussão de como saber cozinhar esta iguaria”.
“Vão ser três dias em que para além da açorda vamos ouvir bom fado, boa música popular com a Ágata e também o bom cante alentejano”, referiu o autarca.
Sobre as diversas açordas que vão ser apresentadas neste congresso, José Manuel Grilo salientou que “Portel é caracterizado por fazer boas açordas e de várias maneiras, desde a açorda com espinafres, a açorda com feijão, a tradicional açorda de alho, mas também há a açorda de favas, a açorda de alface, mas em todas não falta o pão, o azeite e as ervas aromáticas, ingredientes que são a alma, o coração e o sangue de uma boa açorda”, acrescentando que “a açorda foi uma gastronomia que inicialmente era pobre, mas que depois foi sendo melhorada pelos vários povos e pelos vários chefes e que às vezes pode ser tudo aquilo que nós queiramos.”
Para José Manuel Grilo, a açorda é “um produto diferenciador, pois, as açordas de Portel, são feitas à nossa maneira, com o pão cortado ali em ‘sopas’, como nós dizemos, ou seja, em tipo de cunha, portanto, há algumas coisas muito características de Portel e que o povo de Portel sabe fazer e que todos nós apreciamos e que muita gente que nos visita o procura.”
Questionado se haverá possibilidade de certificar a açorda de Portel, o edil disse que “a açorda é um produto integrado na Dieta Mediterrânica, que já é património e por isso não seria fácil certificar a açorda, mas vamos porventura trabalhar para uma possível certificação, mas mais do que a certificação, é haver açordas com qualidade para nós provarmos.”
Recorde o programa deste Congresso das Açordas:
















