Como noticiámos, foi inaugurado o Centro de Interpretação o Castelo de Portel, num investimento superior a 200 mil euros e que faz parte de um grande projeto de requalificação do Castelo e toda a sua envolvente.
Este projeto de requalificação resulta de um contrato, firmado em 2019, entre a Câmara Municipal de Portel e a Fundação da Casa de Bragança, proprietária do património.
Presente na inauguração esteve Francisco Dias, membro do Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança, que começou por explicar a’ODigital.pt que “um dos eixos principais de atuação da Fundação é a conservação e valorização do património e uma das formas que temos de o fazer é justamente através da interação com as câmaras municipais e com as instituições onde a fundação tem pegada geográfica digamos assim”, destacando como “muito interessante” a cooperação tripartida entre a Fundação, a Câmara de Portel e a Direção Regional de Cultura do Alentejo. Mostrou o desejo de que esta cooperação “venha a ser muito interessante para Portel”.
Francisco Dias frisou que “já há uns anos que havia esta vontade de começar com a reabilitação do Castelo de Portel e para isso falámos com a Câmara e com a Direção Regional de Cultura do Alentejo e aproveitamos esta oportunidade para valorizar este património”, acrescentando que “com esta iniciativa da Câmara de Portel, que eu acho muito interessante, é valorizado todo este espaço público envolvente e criando aqui um conteúdo também explicativo desta zona e do próprio castelo, que é o centro interpretativo que agora se inaugura e que eu acho que é uma coisa muito importante”.
Questionado se este tipo de contrato se pode estender a outros espaços da Fundação, como é o caso do castelo de Vila Viçosa, Francisco Dias, afirmou que “sim, aliás isso é algo transversal a todo o património da Fundação, mas a Fundação não pode fazer tudo ao mesmo tempo, mas procura fazer e tem de cuidar, conservar, valorizar ,estudar e divulgar o seu património, como foi o caso este ano em Ourém, em que já ocorreu a reabertura do Castelo, como aconteceu há uns anos atrás em Alter do Chão, em Alvito e agora Portel, mas esperamos que o mais breve possível seja Vila Viçosa, pois até é um Castelo com características diferentes, já foi objeto de algumas intervenções, mas estão projetadas também novas ações nesse sentido, no sentido de qualificar e melhorar a experiência de quem nos visita e manter o património conservado”.















