Os preços das casas no Alentejo registaram a maior subida anual do país, com um aumento de 20,5% em março de 2026, segundo o índice de preços do idealista. A região destaca-se no panorama nacional, num contexto em que o custo da habitação continua a subir em todo o território.
De acordo com o relatório, comprar casa em Portugal custava, em média, 3.107 euros por metro quadrado no final de março, valor que representa um aumento de 12% face ao mesmo mês de 2025 e um novo máximo histórico pelo quinto mês consecutivo.
Alentejo com maior valorização regional
Entre todas as regiões, o Alentejo apresentou a maior valorização anual (20,5%), superando os Açores (19,6%), a Madeira (15,5%) e o Centro (12,9%). A Área Metropolitana de Lisboa (12,8%) e o Algarve (12,6%) também registaram subidas, enquanto o Norte teve o aumento mais moderado (9,4%).
Apesar desta evolução, o Alentejo mantém-se entre as regiões com preços mais baixos, com um valor mediano de 2.029 euros por metro quadrado, abaixo da média nacional.
Beja e Portalegre entre as maiores subidas
Ao nível das capitais de distrito, Beja destacou-se com uma subida anual de 23,2%, uma das mais elevadas do país. Portalegre também registou um aumento relevante, com 13,6%.
Já Évora apresentou uma variação mais moderada, com uma subida de 5,8% face ao mesmo período do ano anterior.
Em termos de preços, Évora surge com um valor mediano de 2.535 euros por metro quadrado, enquanto Beja regista 1.389 euros/m2 e Portalegre 1.011 euros/m2.
Distritos do Alentejo também em crescimento
Nos distritos, Beja registou uma subida anual de 14,4%, Portalegre de 13,9% e Évora de 9,9%, confirmando uma tendência de valorização transversal na região.
Ainda assim, estes territórios continuam entre os mais acessíveis do país, com valores abaixo da média nacional.
Mercado mantém tendência de subida
Os dados indicam que os preços da habitação aumentaram em praticamente todo o país, com subidas em 25 dos 26 distritos e ilhas analisadas.
Lisboa continua a ser o distrito mais caro, com 4.657 euros por metro quadrado, seguida por Faro e pela Região Autónoma da Madeira.
O índice do idealista baseia-se nos preços de oferta publicados na plataforma, considerando a mediana dos anúncios válidos e excluindo valores considerados fora de mercado.















