O presidente da Associação dos Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), Luís Encarnação, fez um balanço “muito positivo” da Cidade do Vinho 2025, que reuniu os cinco municípios da Serra d’Ossa e que encerrou este sábado, destacando o impacto na promoção do território e do enoturismo.
“O objetivo desta distinção é promover, em primeiro lugar os territórios, divulgar o enoturismo através do vinho e da vinha”, afirmou, defendendo que a iniciativa contribuiu para dinamizar a economia local e valorizar o trabalho dos produtores.
Serra d’Ossa ganhou visibilidade nacional e no mundo do vinho
Luís Encarnação sublinhou que a candidatura alcançou um dos principais propósitos do projeto: colocar a região no mapa do setor vitivinícola.
“Achamos que tudo isso foi alcançado com esta candidatura e por isso, o balanço é muito positivo”, afirmou.
Para o responsável, a iniciativa levou “o país, o mundo do vinho” a falar da Serra d’Ossa e dos concelhos envolvidos, de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa.
Projeto inovador juntou cinco municípios numa só candidatura
O presidente da AMPV destacou ainda a dimensão conjunta da candidatura, considerando-a diferenciadora em relação a edições anteriores.
“Nem sempre assim foi. Durante muito tempo esta era uma iniciativa que ficava muito centrada num único município”, afirmou, defendendo que a união de cinco territórios foi um fator inovador.
“O mais importante será o legado. O que é que aqui fica?”, acrescentou, apontando para a continuidade como elemento central.
Cidade Europeia do Vinho 2026 no Baixo Alentejo com “expectativa elevada”
Luís Encarnação comentou também a próxima distinção que Portugal vai acolher: a Cidade Europeia do Vinho 2026, atribuída ao Baixo Alentejo.
“A nossa expectativa é que seja também mais um momento importante”, afirmou, lembrando que se trata de um projeto que envolve todos os municípios da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).
O responsável sublinhou que esta distinção surge num contexto desafiante para o setor.
“Enfrentamos vários problemas ao nível do setor vitivinícola, como o excesso de produção e a dificuldade em escoar esse produto”, disse, defendendo que 2026 poderá ter uma importância acrescida para a economia regional.
Vinho como motor económico e turístico do interior
Para Luís Encarnação, iniciativas como a Cidade do Vinho e a Cidade Europeia do Vinho são ferramentas estratégicas para reforçar o enoturismo e a competitividade dos territórios.
“Tem aqui uma importância acrescida para um território em que o vinho tem uma forte presença e que dá um contributo muito grande para a economia regional”, concluiu.















