O presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), António José Brito, afirmou que a Cidade Europeia do Vinho 2026 representa uma oportunidade estratégica para valorizar a produção vitivinícola e reforçar a projeção turística da região.
“As expetativas são enormes”, disse, antecipando “um ano muito intenso de atividades e de valorização do nosso território”.
Programação vai abranger todo o território do Baixo Alentejo
António José Brito sublinhou que a iniciativa envolverá todos os concelhos da comunidade intermunicipal, com eventos distribuídos ao longo do ano.
“Um conjunto de atividades que irão desenvolver-se em todo o território, em todos os 13 concelhos”, afirmou, corrigindo que Odemira não integra a CIMBAL.
O responsável considerou que 2026 será decisivo para promover “o vinho, em primeiro lugar, mas também as pessoas e o território”.
Produção vitivinícola em crescimento na região
O presidente da CIMBAL destacou que o Baixo Alentejo tem vindo a afirmar-se nos últimos anos como uma região relevante no setor.
“O Baixo Alentejo afirmou-se como uma região muito importante do ponto de vista da produção e da valorização do vinho”, referiu.
António José Brito defendeu ainda que a distinção permitirá dar maior visibilidade aos produtores e ao enoturismo associado.
Vinho da talha como elemento distintivo da candidatura
O também autarca de Castro Verde apontou o vinho da talha como uma das marcas mais reconhecidas do território, sobretudo na Vidigueira.
“O vinho da talha tem uma particularidade muito importante e é produzido na zona da Vidigueira”, afirmou, considerando-o “um fator distintivo” na promoção da Capital Europeia do Vinho.
Arranque oficial marcado para Beja no Teatro Pax Julia
A primeira iniciativa formal da Cidade Europeia do Vinho 2026 terá lugar já no próximo sábado, dia 7 de fevereiro, em Beja.
“Será no próximo sábado, no Teatro Pax Julia, em que é a data formal de arranque”, explicou, apontando Beja como “o sítio central” desta programação.
O presidente da CIMBAL referiu que o calendário será composto por atividades diversas, com diferentes dimensões, mas todas com o mesmo objetivo: valorizar o território.
Viticultores “entusiasmados” com a distinção europeia
António José Brito afirmou que o setor está mobilizado para o ano de 2026 e vê na chancela uma oportunidade de reconhecimento.
“Os viticultores estão muito entusiasmados”, disse, acrescentando que produtores e adegas estão “muito comprometidos” com a programação.
O presidente concluiu que 2026 deverá ser “um grande ano do Baixo Alentejo, com o vinho como mote”, mas com impacto na valorização global da região.















