O presidente da ACOS – Agricultores do Sul, Rui Garrido, defendeu, esta quinta-feira, em Beja, um aumento da cota de utilização da água de Alqueva para a Agricultura.
Rui Garrido falava durante a terceira conferência “Energy & Climate Summit”, dedicada ao tema da ‘Água’, que decorreu no auditório da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, em Beja, sendo promovida pelo projeto Guardiões.
Para Rui Garrido, é necessário que os agricultores do Alentejo tenham “uma voz em uníssono”, especificando que “temos o grande projeto de Alqueva que tem uma cota disponível para a agricultura de 590 milhões de metros cúbicos e com o aumento da área regada e com outras utilizações da água da barragem, significa que cada vez mais há uma utilização da água de Alqueva e a agricultura continua com a mesma cota e há que ser renegociada”.
“Não podemos ter a mesma cota dos últimos anos e a área a ser regada ser cada vez maior, é uma matéria que tem de ser discutida e tem de entrar na agenda”, frisou.
Rui Garrido falou também sobre a questão da construção de novas barragens e no desperdício de água que cai do céu, afirmando que “Portugal apenas retém 20% da água que tem disponível e não temos de ter medo em falar na construção de novas barragens, ou seja, não temos de ter medo de reter mais água”, acrescentando que “com a quantidade de água que vai parar ao mar, faz todo o sentido que nós possamos reter essa água”.
Na opinião de Rui Garrido, “não se fala mais nesse assunto [construção de barragens] porque são investimentos públicos, são investimentos grandes e talvez não se fala mais sobre isso por esse motivo”.
Rui Garrido terminou salientando que “os agricultores são hoje em dia mais preocupados com a questão da conservação dos solos”.















