Depois de assinados os contratos tendo em vista o aumento da habitação no Alentejo, António Ceia da Silva, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, sublinhou no seu discurso que a mesma «pode e dever ser incentivada e promovida».
«A assinatura dos contratos ‘Construir Portugal’ são um passo fundamental no caminho de promovermos um Alentejo mais equitativo, próspero e um território de oportunidades», destacou o presidente.
Referiu ainda que é sabido que a região enfrenta «desafios demográficos significativos», como a «desertificação» e o «envelhecimento da população» e que isso ameaça «o desenvolvimento sustentável do Alentejo».
«Diante deste cenário, a habitação surge como um pilar central para a revitalização e coesão do território. Um pouco por todo o Alentejo existem edifícios históricos e tradicionais que, se recuperados, podem oferecer habitação de qualidade e ao mesmo tempo preservar a identidade cultura», realçou o presidente.
António Ceia da Silva disse ainda que «a construção também deve ser pensada de forma sustentável e integrada no tecido urbano e rural», porém afirmou que «devemos garantir que os novos projetos respeitem o ambiente natural».
Referiu ainda que é «crucial» assegurar que as habitações sejam «acessíveis a todos»: «É um direito fundamental e as figuras políticas devem garantir que toas as famílias tenham condições dignas».
«Um território coeso é também aquele onde as oportunidades são equitativas e onde todas as regiões têm o potencial de prosperar», acrescentou, dizendo ainda que «quero com isto dizer que as estratégias locais de habitação são uma ferramenta poderosa para enfrentar os desafios demográficos do Alentejo, promovendo a coesão territorial e a fixação da população».
«Ao investir em habitação, estamos a investir no futuro da nossa região, criando as condições necessárias para um desenvolvimento equilibrado e sustentável», concluiu.















