A presidente da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), Vera Eiró, defendeu, esta quarta-feira, a necessidade dos “municípios se agregarem para gerir a água”, de forma que haja sustentabilidade na prestação do serviço às populações.
Vera Eiró falou durante a terceira conferência “Energy & Climate Summit”, dedicada ao tema da ‘Água’, que está a decorrer no auditório da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, em Beja, sendo promovida pelo projeto Guardiões.
A presidente da ERSAR começou por explicar que a entidade reguladora a que preside “intervém para que o fornecedor de água não cobre a mais, mas a entidade também intervém para que o fornecedor não cobre a menos e não utilize a tarifa da água para outros fins políticos, por cobrar a menos”
Já sobre a sustentabilidade deste sector, Vera Eiró disse que “a sustentabilidade às vezes custa, e no caso da água a sustentabilidade às vezes tem um impacto grande naquilo que é a tarifa, ou seja, no preço que temos de pagar por aqueles serviços”, mas deixou a garantia que “a água da torneira agora é segura e de qualidade, temos níveis de 99% de segurança em Portugal, o que não acontecia há uns anos atras”.
A responsável deixou claro que “em cenário de escassez tem de haver uma gestão agregada, ou seja, é importantíssimo garantirmos que, com confiança, os municípios se agregam para gerir a água”.
A responsável concluiu, reforçando que “os municípios têm de se juntar com confiança para ter capacidade técnica, capacidade financeira para investimento e de monotorização de perdas.”















