Depois de ser considerado o mais “sossegado do país”, o aeroporto de Beja é considerado por David Simão, presidente da Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (NERBE), uma «infraestrutura que tem muito interesse para a região».
«O aeroporto de Beja tem muito interesse por parte de futuros clientes, não só na área de transporte de passageiros, mas também na área da manutenção, na área da aeronáutica de luxo», sublinhou em entrevista a’ODigital.
O recém-reeleito presidente confirmou ainda que, depois de «reuniões e reuniões» e «contactos com prospetores internacionais», constou que a infraestrutura «está pronta a ativar, mas precisamos das acessibilidades construídas e das opções certas de gestão».
Destacou que essas opções têm sido «erradas» e «constrangedoras», já que «temos recusado voos desde o início do ano, porque a manutenção da pista é feita durante o horário normal de trabalho»: «Foi assim que a Força Aérea decidiu fazer».
«Numa infraestrutura que está em pleno desenvolvimento e que se quer afirmar como opção, não podemos ter opções como estas», reforçou.
«É necessário fazer aquilo que fazem todos os aeroportos do mundo para que nenhuma oportunidade se perca e consigamos ter cada vez mais tráfego aéreo, mais oportunidades, mais movimentos de voo», acrescentou.
No entanto, David Simão entregou ainda soluções, nomeadamente, «a criação da autoestrada que sirva o distrito de Beja e que ligue Beja a Sines e a eletrificação da via-férrea são medidas que temos de tomar agora»: «É importante para o país».
«O que é verdade é que para as empresas utilizarem o aeroporto como como canal de escoamento dos seus produtos, tem de haver acessibilidades que ligue o aeroporto de Beja à rede nacional», concluiu o presidente do NERBE.















