A presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), Ana Isabel Valente, destacou ontem aos jornalistas, que há um «combate diário» ao aumento do número de casos de «crianças desprotegidas».
«A perceção que existe é que ainda há problemas e temos sempre de proteger mais e de cuidar mais», sublinhou a presidente.
Confessou que há crianças que «continuam com problemas» e que há «situações que nos fazem ficar muito atentos», dando o exemplo do aumento do número de casos de violência sexual.
«Os números que temos são os que são reportados. A nível da violência sexual, os números que temos não são os números reais infelizmente», frisou, acrescentando que «há muito silêncio nessa matéria e por isso não sabemos bem».
Destacou que «muitas vezes, as pessoas não se apercebem» e que este é um «trabalho diário e que deve ser feito por todos»: «Uma sociedade ideal não deveria ter crianças desprotegidas».
«É evidente que o conhecimento faz-nos atuar mais precocemente e por isso acaba por ser positivo e haver um maior envolvimento das pessoas», adicionou.
Em relação ao trabalho da CPCJ, Ana Isabel Valente vincou a «parte intermédia» do «esquemas piramidal» que é constituída pela comissão.
«É dada pela CPCJ, para a instauração de processos, promoção, de proteção e de aplicação de medidas quando necessárias, ou o encaminhamento para o Ministério Público, se necessário», referiu.















